Cinco médicos do Cais do Novo Mundo pedem exoneração. Um deles critica a falta de estrutura da unidade

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Goiânia

Matéria do jornal O Popular desta segunda-feira informa que cinco dos seis médicos escalados para o plantão deste domingo no Cais do Jardim Novo Mundo não foram trabalhar.

Um dos médicos entrou em contato com o blog Goiás24horas e disse que o motivo da ausência dele e dos outros quatro colegas é que eles pediram exoneração e não querem mais trabalhar para a Prefeitura de Goiânia.

Este médico diz que faltam medicamentos no Cais do Novo Mundo há três meses e que a Prefeitura não investe na estrutura da unidade. Ele também reclama a falta de comprometimento dos gestores.

O profissional diz que ele e os colegas não abandonaram o plantão. “Nos desligamos do RH da secretaria. Pedimos nossa saída”, explica.

Veja a matéria de O Popular:

Cais fica sem 5 de 6 médicos em plantão

Patrícia Drummond
15 de julho de 2013 (segunda-feira)

Cinco médicos, dos seis escalados para o plantão de ontem – segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) – no Centro de Atendimento Integral à Saúde (Cais) do Jardim Novo Mundo, em Goiânia, faltaram ao trabalho.

Durante a manhã, pacientes que buscaram atendimento na unidade e não foram diagnosticados como casos graves foram encaminhados a outros postos de saúde da capital, enquanto que, para suprir a ausência dos profissionais, a SMS buscou outros dois médicos.

A falta dos médicos, em pleno domingo, gerou indignação nos usuários do sistema, que, por meio de redes sociais na internet, não deixaram de demonstrar a insatisfação. “Quem sabe médicos de fora não faltem, assim, à toa, ao serviço?”, provocou uma paciente ouvida pela reportagem, que preferiu não se identificar.

À tarde, a prestação do serviço de saúde no Cais Novo Mundo já havia se normalizado. De acordo com a assessoria de comunicação da SMS, ainda hoje o órgão deverá apurar o motivo da falta dos cinco plantonistas escalados e irá tomar as providências necessárias, caso não haja justificativa considerada plausível.

O POPULAR tentou ouvir o Sindicato dos Médicos em Goiás (Simego) sobre o assunto, mas não obteve retorno.