Dona Iris lava as mãos em relação a vereadores aliados acusados de corrupção

A deputada federal Iris de Araújo (PMDB) usou a sua conta no Twitter neste domingo (17) para dizer que não comenta o escândalo de corrupção que resultou na prisão de um vereador da Capital eleito pelo seu partido. A parlamentar afirmou ainda que os eleitores não devem “cobrar posição e julgamento” dela.

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Vereador Paulo Borges (PMDB): livre de cobranças e do julgamento da colega de partido, Iris de Araújo

“Meu legado é minha história pela ética, contra as mazelas e a corrupção. Respondo pelos meus atos”, postou Iris de Araújo. “Aqueles que cobram posição e julgamento deveriam olhar para os próprios umbigos”. A deputada, em seguida, direcionou críticas ao governo do Estado para mudar o foco do debate, que tomou conta das redes sociais no final de semana.

Na última sexta-feira, o vereador Paulo Borges (PMDB) foi preso enquanto dormia em seu apartamento, no Edifício La Rochelle, Setor Bueno. Ele é suspeito de negociar propina em troca de agilidade na concessão de uma licença na Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma). A ação, que reuniu polícia e Ministério Público, foi batizada como “Operação Jeitinho”.

Apesar de crítica ácida do governo estadual, a parlamentar nunca cobrou explicações sobre a conduta do colega Paulo Borges – alvo constante de denúncias de corrupção. Paulo já foi acusado de apropriação e acúmulo indevido de salários no serviço público e de irregularidades em programa habitacional na época em que era secretário de Habitação do prefeito Paulo Garcia (PT).

Além de Paulo, foi conduzido à força para prestar depoimento o vereador Wellington Peixoto (PSB), cujo irmão, o deputado estadual Bruno Peixoto, Iris de Araújo chamou de “um dos golden boys” do PMDB. Depois de esclarecimentos, Wellington foi liberado.

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