Derrota em Anápolis tem uma lição para Antônio Gomide: fazer a autocrítica e tentar renascer como um político de mais conteúdo e menos marketing

Poucas derrotas, nas últimas eleições, foram tão significativas quanto a do ex-prefeito Antônio Gomide, em Anápolis.

Algum desavisado leitor poderá objetar que, não, Gomide não foi derrotado, já que faturou um mandato de vereador, com uma votação recorde na cidade, exatos 11.647 votos.

Mas isso é café pequeno perto do que significa para ele o fracasso do candidato que ele apoiou, com paixão e fé, o prefeito João Gomes, batido no 2º turno pela novidade representada por Roberto do Orion.

Durante 2 meses, no 1º e no 2º turnos, Gomide aparecia diariamente na televisão, assegurando que, para manter Anápolis no caminho do crescimento, só mesmo João Gomes e mais ninguém. Havia até mesmo um certo tom de superioridade nos vídeos em que o petista aparecia esnobando os adversários e já dando como certa a vitória do seu apadrinhado, crente na repetição automática da fórmula “como-eu-fui-um-bom-gestor-posso-indicar-quem-eu-quiser-e-você-eleitor-só-tem-que-votar”.

Mas o poste João Gomes trincou e acabou caindo. Gomide, que chegou a dar palestras em cursos de marketing político “ensinando” como fazer uma administração bem sucedida em termos de comunicação, conheceu o gosto amargo da derrota no próprio quintal.

Tomara que tenha aprendido a lição da urnas e faça uma autocrítica para tentar reencontrar o caminho da boa política. Infelizmente, até agora, não deu o menor sinal de que retomou a humildade perdida.

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