“Estou deixando a vida pública. Vou voltar às minhas atividades profissionais como advogado”, reafirma Maguito. Só que ele não tem inscrição na OAB e não pode advogar. E nunca exerceu a advocacia

O ex-prefeito de Aparecida Maguito Vilela continua com a lorota de que “vai deixar a atividade política” e “vai voltar à advocacia”.

Por que é lorota, leitor amigo?

Explicamos. Se deixar a atividade política significar não disputar mais cargos eletivos, como Maguito dá a entender, essa não será uma decisão voluntária dele, mas uma consequência da sua situação jurídica como “ficha suja”, depois de ser condenado por improbidade administrativa, em 2ª instância, por um colegiado, no caso o Tribunal de Justiça de Goiás. Basta isso – uma condenação por um colegiado de juízes, que só ocorre em 2ª instância – para alguém ficar incurso na Lei da Ficha Limpa e se ver impedido de registrar candidatura na Justiça Eleitoral. Maguito foi condenado por assinar um contrato de aluguel fraudulento, que lesou os cofres da Prefeitura de Aparecida para beneficiar um aliado.

“Voltar às minhas atividades profissionais como advogado” é outra afirmação de Maguito que não tem sustentação na sua realidade pessoal. Ele não é inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil, condição, como se sabe, indispensável para quem deseja advogar. E “voltar às minhas atividades profissionais como advogado” como, se ele nunca exerceu a advocacia, tendo dedicado a sua vida inteira a cargos e mandatos políticos, um atrás do outro?

Maguito precisa esclarecer essa estória.