Roberto Naves diz que Anápolis “nunca foi e nunca será a 3ª economia do Estado”. Pois ele precisa abrir o olho: pelo ritmo do crescimento do seu PIB, Aparecida já deve estar em 2º lugar

Anápolis

Tomado de um ufanismo infantil, o prefeito Roberto Naves, de Anápolis, tem apregoado aos 4 ventos que a cidade, sob o seu comando, vai voltar a crescer economicamente e consolidar a sua posição como detentora do 2º maior PIB dentre os municípios goianos, atrás apenas de Goiânia.

Questionado pelo Jornal Opção, em entrevista publicada na sua última edição, sobre o crescimento avassalador de Aparecida, Roberto Naves deu de ombros: “Anápolis nunca foi e nunca será a 3ª economia do Estado”.

Só que, a esta altura dos acontecimentos, Anápolis já pode estar no 3º lugar: o município está em estagnação econômica desde 2011, conforme demonstram com clareza as estatísticas do Instituto Mauro Borges, publicadas em sua página na internet. Segundo o IMB, que apurou o PIB dos municípios goianos até 2014 (o atraso é normal, em se tratando de um cálculo complicado como o do PIB), Anápolis, em 4 anos, saiu de um PIB de R$ 11 bilhões 60 milhões, em 2011, para apenas R$ 12 bilhões 714 milhões em 2014. No mesmo período, o desempenho de Aparecida foi espetacular, saindo de R$ 5 bilhões 808 milhões em 2010 para R$ 11 bilhões 664 milhões em 2014.

Ou seja, se tanto Anápolis como Aparecida prosseguiram minimamente dentro desses índices de crescimento, a conclusão inelutável é que, no ranking das economias dos municipais, Aparecida já terá chegado ao 2º lugar, enquanto Anápolis caiu para 3º.

“Nunca foi e nunca será a 3ª economia”? Pois já deve ser.