UFCâmara: vereador Clécio ameaça “dar murro na cara” de secretário Samuel Almeida

Câmara de Vereadores, Goiânia

É cada vez pior a relação entre o prefeito Iris Rezende (PMDB) e a Câmara Municipal de Goiânia. O jornal Opção revela que o vereador Clécio Alves (PMDB) ameaçou “dar um murro na cara, bem no meio do nariz” do interlocutor da prefeitura com o Legislativo, o secretário municipal de Governo, Samuel Almeida.

Veja o relato do jornal Opção:

A situação entre o prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), e a Câmara Municipal não poderia estar pior. Sem líder e sem base no Legislativo, o decano peemedebista encerrou o primeiro semestre colecionando derrotas e viu até aliados detonarem seu secretariado.

Nesta semana, Clécio Alves (PMDB), irista de carteirinha e defensor número um da atual gestão, voltou a sugerir publicamente a troca do secretário de Governo, Samuel Almeida. Não chegou a pedir a demissão de fato, mas o recado é claro. Durante coletiva, o vereador — visivelmente incomodado — ameaçou dar um murro na cara do auxiliar do prefeito.

O motivo reside nas recorrentes declarações infelizes de Samuel Almeida. Primeiro, ele disse a Paulo Magalhães (PSD) que não se preocupava com formar uma base porque sabe que, no momento certo, chamará os vereadores e “resolverá” qualquer impasse. Depois, a Kleybe Morais (PSDC), chegou ao cúmulo de dizer que só tem “burro” na Câmara e se ali estivesse, “deitaria e rolaria”.

“Quero que ele me chame lá para me comprar, ele vai levar um murro na cara dele, na cara, no meio do nariz, se vier com essa proposta para cima de mim. Primeira resposta minha vai ser um murro na cara. Vereador tem preço… Às vezes ele está se olhando no espelho e tá querendo comparar os outros com ele”, avisou Clécio Alves.

Segundo o parlamentar, o Samuel Almeida, em vez de se preocupar em articular politicamente junto à Câmara os projetos de interesse do Paço, desrespeita o Legislativo. “Nesta semana apreciamos duas coisas importantes o Refis e a LDO [Lei de Diretrizes Orçamentárias], o que sei é que ele convocou para reunião quatro vereadores de oposição e sequer convidou a vereadora relatora [Tatiana Lemos, do PCdoB] para a reunião. Como tratar uma matéria que patina durante seis meses desse jeito?”, questionou.

Questionado se a solução seria, então, demitir o secretário, ele tergiversou: “Não. Cabe ao prefeito essa decisão, não a mim. Apenas avalio que estou aqui há cinco mandatos, fui líder do governo e presidente, na minha humilde maneira de ver política, acho que função de secretário de Governo não é chamar vereador de burro, como fez, não é dizer que vereadores têm preço.”

Por que então, se é tão próximo e da base aliada, não reclamou ao prefeito Iris Rezende sobre a situação? A resposta é: “Não faço isso. Como vou chegar ao prefeito e dizer que o secretário não presta, precisa ser demitido? Falo de público, mas não faço campanha para derrubar secretário, não me presto a esse papel.”