Todos contra Fátima (1): não há um vereador que defenda a secretária de Saúde de Iris

A secretária de Saúde da prefeitura de Goiânia, Fátima Mrué, está fazendo hora extra no cargo. A opinião não é do blog, mas de todos (sim, todos) os vereadores da Capital. É possível afirmar categoricamente que nenhum dos 35 representantes do povo que integram a atual legislatura da Câmara defendem a permanência de Fátima na pasta.

O jornal Opção teve o trabalho de ouvir alguns deles (matéria logo abaixo). Do aliado Carlin Café (PPS) ao opositor Cabo Sena (PRP), todos têm resistência ao papelão que a secretária está fazendo na Saúde. “Ela como gestora é péssima, nossa saúde está péssima. Muitos Cais fechamos e os que estão abertos não têm médicos. E quando a secretária é interpelada pela imprensa, diz que está tudo dentro da normalidade”, afirma Sena.

Carlin Café e Vinícius Cirqueira (Pros) são os dois principais defensores de Iris no Paço, ao lado de Kleybe Morais (PSDC). E acredite: nem eles têm simpatia pela secretária. Carlin diz ao Opção que encontrou com Fátima nos corredores do Paço e perguntou quando poderiam conversar. Ela disse que andava muito ocupada. “Não quero falar de futebol, de novela, quero levar os problemas da população, porque a saúde não espera”, declarou ele.

Por sua vez, Cirqueira declarou no começo desta semana que Fátima Mrué é “bipolar”. E olha que esta foi a primeira e única vez que o jovem vereador ousou levantar a voz para falar mal do padrinho Iris, de quem espera ser o interlocutor na Câmara (ele pleiteia a função de líder da bancada de situação.

Pressionada desta forma, até quando Fátima consegue se sustentar no cargo? Importante que saiba que Iris não tem amor por ninguém, a não ser por si próprio.

Abaixo, a reportagem do Opção.

Em meio às especulações sobre uma possível reforma administrativa na gestão Iris Rezende (PMDB), alguns vereadores pedem que a primeira a cair seja a secretária de Saúde, Fátima Mrue.

As reclamações em relação a ela vêm desde o início do ano, motivadas não só pelos problemas na área, como a falta de insulina para diabéticos, medicamentos, pediatras e especialistas, entre outros, mas também pela recusa da secretária em receber os vereadores para audiências.

O vereador Carlin Café (PPS), por exemplo, conta que a encontrou nos corredores do Paço Municipal e, ao questioná-la sobre a demora em marcar uma reunião, recebeu como resposta que ela estava muito ocupada discutindo outras questões. “Não quero falar de futebol, de novela, quero levar os problemas da população, porque a saúde não espera”, declarou ele.

“O 0800 (para marcar consultas) não funciona, pessoas que moram em determinadas regiões têm que atravessar a cidade para ir em um laboratório, por exemplo. Não tem pediatra e a resposta é ‘Mas não é cais, é posto de saúde’. As pessoas não querem saber disso”, critica.

Cabo Senna (PRP) concorda:  “É até ruim dizer isso, mas a secretária fala que não quer conversa com político. Só que quem recebe as reclamações do povo somos nós.” Para eles, o prefeito ignora totalmente as demandas da população ao mantê-la no cargo. “Se a população está falando que a secretária não está dando conta de desenvolver o seu trabalho, então o prefeito não está ouvindo o povo”, pontuou ele.

“Semana passada estávamos conversando e um vereador disse o seguinte: quando você fala para o prefeito que precisa trocar o secretário porque ele não está rendendo para o município, ele ‘faz birra’ e não troca”, ironizou Cabo Senna. “Ela como gestora é péssima, nossa saúde está péssima. Muitos cais fechados e os que estão abertos não têm médicos. E quando a secretária é interpelada pela imprensa, diz que está tudo dentro da normalidade”, declarou.

Para Paulo Magalhães (PSD), a secretária não mostrou competência para gerir a pasta. “A saúde em Goiânia já passou da UTI, está no IML e nossa secretária está fazendo de conta que está no país da fantasia. Questionei e ela disse que está tudo certo. O povo está precisando é de UTI. Ela é muito competente pra cuidar da casa dela, não da saúde do povo.”

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