Retrospectiva 2017: veja quem são os cinco piores vereadores de Goiânia

O primeiro ano da atual legistatura na Câmara Municipal de Goiânia confirma uma tendência histórica: existe uma esmagadora maioria de vereadores despreparados, inúteis e que só servem para gastar dinheiro público. O blog elegeu os cinco piores nesta retrospectiva. Não foi incluído Zander Fábio (PEN), apesar do grave envolvimento com escândalo de corrupção no parque Mutirama, porque a Justiça o afastou e ele, em tese, não é mais vereador.

Vamos à lista: 

1. Paulo “Dia do Saci” Daher

Ele e Kleybe fizeram de tudo para jogar a Câmara Municipal na lama. Citemos as “realizações” de Paulo Daher neste ano: 1) propôs a criação do Dia Municipal do Saci; 2) inventou uma medalha com o nome de um apoiador da ditadura (Emival Caiado) para “homenagear” personalidades que se destacam no combate à corrupção, com o intuito de puxar saco do sobrinho de Emival, senador Ronaldo Caiado; 3) criou uma medalha com o nome do seu próprio avô, Amyn Daher, para entregar a médicos; 4) sugeriu que uma rua fosse rebatizada também com o nome do seu avô; e (ufa!) pra finalizar, 5) apresentou projeto para obrigar redes intercontinentais, como Mc Donalds e Burger King, a mudar seus cardápios de sobremesa. Em resumo: este cidadão não faz a menor ideia do que é o papel de um vereador.

2. Kleybe Morais

Ah, quem não conhece Kleybe? Este rapaz revolucionou o conceito de sabujice ao propor que o monumento às Três Raças, na praça Cívica, fosse rebatizado com o nome da primeira-dama de Goiânia, Dona Iris (PMDB). Kleybe tenta vender a ideia de que é eficiente por causa dos requerimentos que apresentou, que na verdade não significa nada além de desperdício de papel. É ironizado por seus colegas – e principalmente por Jorge Kajuru – em toda sessão.

3. Emilson Pereira

É a personificação do despreparo. Só pede a palavra nas sessões ordinárias para puxar saco ou fazer comentários vazios. Suas intervenções são, em 99% das vezes, frases como “gostaria de parabenizar pela iniciativa” ou “eu queria cumprimentar”. Nunca cobrou a gestão do prefeito Iris Rezende (PMDB) pelos seus erros e nunca deu uma contribuição interessante aos debates fundamentais à cidade.

4. Andrey Azeredo

Foi eleito como promessa de renovação na política e de cara chegou à presidência da Câmara, mas age como as velhas raposas. Transformou o Legislativo municipal em puxadinho da prefeitura e virou despachante de luxo do prefeito Iris Rezende (PMDB). Suas manobras em favor dos projetos de Iris são constantemente criticadas pelos colegas, que têm de lembrá-lo que ele é presidente da Câmara, e não líder da bancada do prefeito.

5. Paulo Magalhães

É dele uma das frases mais nojentas do ano: “eu puxo o saco do prefeito Iris sim, porque quem não puxa saco, puxa carroça”. Magalhães não tem vergonha de admitir que vendeu o seu silêncio em troca de uma ou duas mãos de cal nas praças do bairro onde ele mora. Recusou-se a assinar o requerimento que pede a demissão da secretária da Saúde, Fátima Mrué, por entender que o atendimento nos Cais vai muito bem, obrigado.

Menção honrosa: 

1. Leia Klébia: em 2017, Leia deixou muito claro que só está lá para negociar os votos em troca de benefícios para sua igreja. Nunca subiu na tribuna, nunca votou contra os interesses do prefeito Iris e nunca apresentou uma ideia sequer.

2. Tiãozinho Porto: Sofre de severas limitações intelectuais. Em plenário, a única coisa que faz é chamar os outros de “meu amigo, irmãozão”. Foi dele o pedido de vistas que impediu a aprovação do decreto que suspenderia a aplicação de multas da prefeitura pela construção de puxadinhos em Goiânia.

3. Jair Diamantino: destacou-se negativamente por achar que vereador serve para apresentar projetos que criam o Dia Oficial Disso, Dia Oficial Daquilo. Um aviso a Diamantino: deixe de lado as pautas inúteis, que transformam a Câmara em motivo de chacota, e comece a trabalhar de verdade.