Sindipúblico questiona concessão de Vapt-Vupt por falta de provas de que haverá avanço

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público de Goiás (Sindipúblico), Nadjanara Xavier, lidera cruzada contra assinatura de contrato de Parceria Público-Privada (PPP) para gestão dos Vapt-Vupt. Em que pese o argumento do governo de que os gastos com manutenção vão cair com a mudança, Nadjanara afirma que não há indícios suficientes para assegurar que este avanço vai acontecer.

A licitação deve ter ocorrido na noite de terça-feira, mas uma liminar concedida pela juíza Suelenita Correia – a pedido de uma das empresas participantes do certame, a Cejen Engenharia – tumultuou o processo. Esta liminar já foi cassada pelo desembargador Carlos Alberto França, mas o processo não foi retomado.

Segundo o governo, atualmente cada atendimento custa cerca de R$ 20 e, com um parceiro privado, o custo cairia para R$ 16,20, valor previsto no edital. O valor total do contrato, R$ 4,1 bilhão, consiste nesta prestação de serviço durante 20 anos. Para o usuário, não mudaria nada.

Nadjanara contesta: “Desde o surgimento da demanda de parceria público-privada no Vapt-Vupt, o sindicato se manifestou contra, não só pela questão do servidor, mas porque até o momento não há comprovação de economia”.

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