TV Anhanguera tenta minimizar ataque a veículos do GJC e diz que só haviam “oito ou dez vândalos” no protesto. Qual é?

Jornalistas e apresentadores tratam os ataques contra os profissionais da emissora como atos de vandalismo. Nas matérias, se esforçam para caracterizar a ação como “arruaça”, afirmando que os envolvidos não passavam de 8 a 10 “vândalos”. Só que teve muito mais manifestantes no meio.

“Imprensa nojenta, não me representa”, gritam manifestantes para repórteres da mídia tradicional em Goiânia. Tá ficando grave!

Nesta segunda-feira, os grandes grupos de mídia foram alvo dos manifestantes em Goiânia. Carros quebrados, sede da TV Serra Dourada depredada, jornalista ameaçado. Um cenário inimaginável há um mês. Tanto que os profissionais estão perdidos, acuados e não sabem o que fazer. As redações estão tomadas pelo silêncio e pela perplexidade. É um momento de reflexão.

Ataque dos manifestantes à grande imprensa deixa jornalistas perplexos e desorientados

A insatisfação que toma conta da sociedade vai além de cobranças aos Governos: inclui também descontentamento com a grande imprensa. Ataques aos veículos do Grupo Jaime Câmara, da TV Serra Dourada, depredação do prédio da emissora e hostilização do repórter Honório Jacometto (foto) deixam os jornalistas perplexos e parecem não saber ou não querer responder aos motivos dos ataques.

Repórter do POP erra ao afirmar que PM iniciou confronto. TV Anhanguera mostrou que foram os manifestantes

Repórter diz que alguns integrantes “chegaram de mãos para o alto, outros seguravam pedaços de paus e pedras que vieram recolhendo no caminho.” Um dos policiais, conta, fez o primeiro disparo de bala de borracha e os demais jogaram bombas de efeito moral. Já a TV Anhanguera mostra que os manifestantes começaram o conflito ao atirar pedras contra a tropa da PM e da Guarda Municipal.

Fabiana diz que havia “milhares de cartazes” contra o governador na manifestação. Ué, virou dona Iris?

Jornalista de O Popular trilha o mesmo caminho da deputada federal do PMDB, que alegou que o protesto na última quinta-feira no Centro de Goiânia, foi exclusivamente contra o governador. Em artigo, Fabiana Pulcineli afirma que Marconi foi um dos principais alvos da manifestação e que havia “milhares de cartazes” contra ele.