Paulo Garcia: ‘Não houve equívoco no reajuste”. O Popular e Procon: houve, sim

Os vídeos do Jornal Anhanguera 1ª e 2ª Edição, da última sexta-feira, arquivados no site da Rede Globo, o G1 estadual, mostram o prefeito Paulo Garcia (PT) defendendo o aumento abusivo da tarifa de ônibus e garantindo que não houve irregularidades.

Não é verdade. Houve e há irregularidades e o jornal O Popular e o Procon já mostraram as principais.

A frase de Paulo Garcia à TV Anhanguera foi: “Não houve demonstração de equívoco na tarifação”.

Houve, sim. E de modo cabal. O Popular, por exemplo, demonstrou que impostos inexistentes foram incluídos na tarifa. E continuam sendo: embora suspensos há 10 dias, o PIS e o Confins continuam incluídos no cálculo da passagem.

O Procon, por sua vez, demonstrou uma série de inconsistências nas planilhas que justificaram o reajuste da tarifa e protocolou uma ação civil pública, cuja liminar está prestes a ser decidida, pedindo a volta do preço anterior da passagem, de R$ 2,70.

Um dos equívocos, para usar a expressão de Paulo Garcia, está no percentual que as empresas declaram ser correspondente ao gasto de combustível – 35%. O próprio Sindicato Nacional do Transporte Coletivo, a que as empresas goianas são filiadas, afirma que o custo de combustível não passa de 20% do valor da tarifa.

O que incomoda é que, com exceção de Paulo Garcia e dos jornalistas Altair Tavares e Filemon Pereira, ninguém mais sobre a face da terra defendeu o aumento. Nem mesmo os donos das empresas ou os membros da Câmara Deliberativa, que aprovaram o reajuste, mas se calaram e apenas disseram que vão aguardar a Justiça se pronunciar.

O jornalista Altair Tavares voltou atrás e condenou o aumento.

 

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