Repórter de O Popular usa palavrão para negar o direito de resposta na Seção de Cartas

Responsável por uma das maiores “barrigadas” da história do jornal O Popular, o repórter Vandré Abreu dá uma de engraçadinho e apela até para um palavrão na sua conta no Twitter.

A barrigada foi a manchete de O Popular, baseada em matéria de Vandré, afirmando que impostos inexistentes estavam sendo cobrados na tarifa do transporte coletivo de Goiânia. Mal saiu a matéria e as redes sociais se manifestaram, mostrando que em 2008 os tais impostos – entre eles a CPMF – já haviam sido retirados do cálculo da passagem;

O Popular, como sempre, não reconheceu o erro e se agarrou a um remendo: pelo menos entre 2005 e 2008, a CPMF, mesmo extinta, continuou a ser incluída no custo da tarifa.

Tudo bem, mas não foi isso que Vandré Abreu sustentou na sua matéria: sem meias palavras, ele havia dito que impostos inexistentes, como a CPMF, continuavam a ser cobrados até hoje. E a manchete de primeira página disse exatamente isso.

Registrada essa tremenda mancada do repórter, comprometendo a credibilidade de um jornal sério como O Popular, vamos para a mais recente bola fora de Vandré Abreu, agora na sua conta no Twitter. Olha só a afirmação dele e olha a palavra que ele, repórter categorizado de O Popular, escolheu para externar a sua opinião:

 

Vandré Abreu @vandreabreu

chato pra caralho esse treco de assessor de imprensa ficar respondendo carta de leitor… tá faltando serviço, hein…

 

O blog 24 Horas não poderia deixar passar uma derrapada dessas. Primeiro, muitas das “cartas de leitores” que os jornais publicam não são “cartas de leitores”, mas textos escritos por militantes políticos com o objetivo de aproveitar maliciosamente um espaço nobre dos veículos impressos.

Segundo, é obrigação, sim, dos assessores de imprensa e das autoridades do Governo prestar todos os esclarecimentos necessários sobre as suas atividades, projetos, realizações, tudo, enfim, o que for questionado na sua área de competência de ação.

Se esse questionamento vem através de uma “carta do leitor”, ora, tem de ser respondido através de outra carta, ou da autoridade pública envolvida ou da sua assessoria de imprensa, que existe exatamente para isso mesmo.

Aliás, se Vandré Abreu tivesse recorrido à assessoria de imprensa do Setransp para buscar mais informações antes de afirmar, em situação de equívoco total, que impostos inexistentes estavam sendo cobrados atualmente na tarifa do transporte coletivo, não teria cometido o erro grave – em manchete de O Popular – que cometeu.

Para isso, servem os assessores de imprensa.

 

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