O país em suspense: jovens marcham contra o transporte coletivo, mas vão parar por aí?

A Revolução Francesa foi um movimento histórico diferente porque não teve líderes e se baseou na força e na expressão das massas.

Mudou o mundo?

Um ou outro “político” francês da época que se aventurou a botar a cara acabou na guilhotina. Danton, Robespierre, todos, enfim, tiveram o corpo separado da cabeça.

O mesmo ocorre agora, guardadas as devidas proporções, com as manifestações de protesto que eclodem em todo o Brasil, em princípio contra o transporte coletivo, mas passando uma impressão forte de que há alguma coisa mais séria por trás da insatisfação dos jovens que integram a movimentação.

Não há políticos envolvidos. Em Goiânia, por exemplo, o deputado estadual Mauro Rubem, figurinha fácil em eventos dessa natureza, não apareceu em nenhum dos cinco protestos realizados pelos estudantes.

E não é difícil prever que, se aparecesse, teria sido apedrejado como oportunista e aproveitador.

É interessante a pergunta que a revista Veja coloca na sua capa nesta semana: “Jovens marcham contra o transporte coletivo. Mas vão parar por aí?”.

 

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