Imprensa também é alvo dos protestos. Grandes jornais e redes de TV precisam fazer autocrítica

Os protestos de rua que sacodem o país não são direcionados apenas contra o transporte coletivo e as diversas esferas de Governo.

A imprensa também é alvo.

As manifestações, ao pressionar jornalistas que trabalham na cobertura e ao entoar palavras de ordem contra a Rede Globo, por exemplo, e ao incendiar uma van da TV Record, em São Paulo, mostram que a sociedade está insatisfeita com os grandes jornais e as maiores televisões brasileiras.

Em Goiânia, em editorial de primeira página, o jornal O Popular, ainda que timidamente, reconhece nesta quinta-feira que o clamor do povo também é voltado contra a imprensa e, sintomaticamente, propõe que os meios de comunicação também façam uma autocrítica, ao concluir: “Refletir sobre a mensagem que vem das ruas é dever da imprensa, dos cidadãos e, principalmente, das nossas autoridades”.