Nos protestos, jornais de cartolina ajudam a sepultar a imprensa tradicional

Não é à toa que a grande imprensa está desnorteada e atordoada com os protestos de rua em todo o Brasil.

A chamada “mídia tradicional” está farejando o perigo.

Está claro que as manifestações também visam os grandes grupos de comunicação. Veículos da Rede Globo, Record e SBT foram incendiados. Repórteres dos grandes jornais foram vaiados e atacados. Em Goiânia, a TV Anhanguera está sendo obrigada a esconder o logotipo da Globo e do GJC nas roupas e equipamentos das suas equipes que vão cobrir os protestos.

Mas tem mais.

Quem está difundindo a mensagem dos protestos são as redes sociais e não os veículos de imprensa. É a internet.

E a grande novidade são os “jornais de cartolina”, os milhares de cartazes feitos à mão, em estilo tosco, falando de tudo e de todos. São milhares e milhares deles, alguns muito criativos, externando a opinião das pessoas comuns e aplicando um belo chapéu na “ mídia tradicional”.

Antes, a grande imprensa, jornais e TVs, se constituíam nos únicos canais os únicos canais para extravasar as reclamações.

Agora, cada um faz seu próprio jornal de cartolina. Como diz neste domingo a ombudsman da Folha de S. Paulo, Suzana Sinhger, “os manifestantes não precisam mais da mídia tradicional para lhes dar voz”.

 

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