Imprensa é autista, vive em universo paralelo e por isso se tornou alvo dos protestos. Veja mais uma prova

O artigo da repórter política de O Popular, Fabiana Pulcineli, nesta segunda-feira, é mais uma prova de que a imprensa vive em um mundo à parte, não traduz e não entende as necessidades da sociedade e, por isso mesmo, se transformou em alvo dos protestos de rua em todo o Brasil – e em Goiás também.

O título do artigo de Fabiana é “Universo paralelo”. Ela repete em 721 palavras o que já se sabe cansativamente desde que as manifestações começaram: a classe política e os Governos perderam a sintonia com a população, que não se sente representada nas diversas esferas de Poder.

Olimpicamente, a jornalista continua ignorando que a imprensa, em especial os grandes veículos, passam pelo mesmo questionamento de credibilidade, a partir dos milhares de cartazes de cartolina com críticas aos grandes veículos de comunicação e até do ataque e vaias da multidão às equipes de jornalistas e veículos (incendiados) de redes de TV.

Em Goiânia, na manifestação do Centro, os colegas de trabalho de Fabiana Pulcineli que atuam na TV Anhanguera foram cobrir a manifestação ocultando os logotipos que identificam o Grupo Jaime Câmara e a Rede Globo.

Medo de quê?

O fato é que o povo que foi às ruas não precisa mais da mídia tradicional para ter voz, escreve neste domingo a ombudsman Suzana Singer, da Folha de São Paulo.

A imprensa vive em um universo paralelo – exatamente como no título do artigo de Fabiana Pulcineli.

E parece não querer sair daí, já que continua ignorando o apelo das massas, enquanto os políticos se mexem incomodados e procuram uma saída.

 

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