Crianças de 10 a 12 anos “assessoram” editores de O Popular. Talvez possam até oferecer alguma luz

Na edição de domingo, a editora-chefe de O Popular, Cileide Alves, começou seu artigo fazendo referência a uma sobrinha de 10 anos que fez “comentários” sobre o prefeito Paulo Garcia, o governador Marconi Perillo e a presidente Dilma Rousseff.

Nesta segunda-feira, outro editor do POP, o jornalista João Lemes, também cita as “opiniões” da sua filha de 12 anos a respeito dos protestos de rua que varrem o país.

Não satisfeito, João Lemes ainda menciona os “ponderações” do filho de uma amiga, cuja idade (do filho) não revela, sobre as manifestações.

A equipe de jornalistas de O Popular até agora não conseguiu produzir nada que esclareça os leitores sobre o significado e o conteúdo desse novo fenômeno social brasileiro.

Sucedem-se textos, matérias, artigos, reportagens e se acumulam as obviedades, tipo a já famosa frase da jornalista Karla Jaime (“quem protesta, protesta contra algo”).

Talvez as crianças que estão “assessorando” os editores do jornal possam oferecer alguma luz.

 

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