Vereador quer obrigar rádios a tocar música de cantor goiano que não consegue emplacar

É sempre bom ficar de olho quando o poder público tenta meter a colher no mercado.

Rádios – seja em Goiânia ou em qualquer lugar do mundo – tocam o que o público quer ouvir. Rádios não obrigam niguém a gostar de quaisquer canções ou artistas. São os mais afinados e competentes, portanto, que conseguem quinhões maiores nas grades das emissoras.

Se faltam artistas goianos de MPB nas programações, é porque eles não conseguem conquistar o grande público. Não é porque existe uma conspiração dos donos de meios de comunicação ou porque só vai ao ar quem paga o famigerado jabá.

Na manhã desta quarta-feira, o vereador Paulo Magalhães (PV) quis fazer média com os pintassilgos do Cerrado, mas trocou os pés pelas mãos.

Propôs adotar uma cota para artistas goianos nas rádios, o que não será aceito em canto nenhum e que, a bem da verdade, é uma ideia esdrúxula.

Importante frisar: vence no mercado quem tem mais competência.

Chega de fazer média com demagogia barata.