Ministério Público Estadual se mexe e agora tenta mostrar trabalho: é a pressão das “ruas”

Habitualmente letárgico e lento nas reações, muitas vezes omisso, o Ministério Público Estadual despertou e agora tenta correr atrás do prejuízo para corresponder ao clamor das “ruas”.

Nos últimos dias, duas ações importantes foram propostas: uma contra o ex-senador Demóstenes Torres, depois de mais de ano da Operação Monte Carlo, e outra nesta sexta-feira, contra o ex-cartorário Maurício Sampaio, também acusado de ser mandante de crime de morte.

Mas, ainda falta muito.

Ontem, quinta-feira, o procurador-chefe do MP Estadual, Lauro Machado, passou por um tremendo constrangimento, ao receber em seu gabinete uma comissão de manifestantes que foi literalmente bater nas portas da instituição para cobrar providências sobre o transporte coletivo na Grande Goiânia.

Lauro foi obrigado a enrolar a turma. O MP Estadual, quase dois meses depois de iniciada a crise do transporte coletivo, não protocolou nenhuma das ações prometidas para esclarecer falhas no sistema, não participou de uma audiência pública sobre o assunto e teve o seu papel constitucional de defesa do consumidor assumido pelo Procon, que foi o órgão que conseguiu na Justiça a revogação do aumento da tarifa e manutenção dos R$ 2,70 reais anteriores.

O MP Estadual fez campanha contra a PEC 37, dizendo que ela seria um impeditivo para que a instituição pudesse agir no combate a corrupção.

Então, é hora de mostrar serviço. Ah, um detalhe: com Ministério Público ou sem Ministério Público, em Goiás, não há nenhum corrupto preso.