Iris diz que recebeu atestado de honestidade do MP estadual. Eis aí uma grande… mentira

Em nota publicada pelos jornais, nesta terça-feira, o ex-prefeito Iris Rezende usa o nome do Ministério Público Estadual como garantia de que é “honesto” e que o seu imenso patrimônio foi adquirido legalmente.

Que mentira. Então o Ministério Público Estadual agora é avalista de que os negócios de Iris e a sua gigantesca acumulação patrimonial foram feitos corretamente?

Iris alega que, por denúncia de Marconi, passou seis anos sob investigação do MP Estadual, que, ao final, concluiu que “nada de irregular existia na minha vida patrimonial”.

Garante também que abriu seus sigilos fiscal e bancário e que as suas contas pessoais foram devassadas, sem que nada fosse encontrado.

Mentira atrás de mentira.

Iris nunca teve as suas contas bancárias e as suas declarações de imposto de renda examinadas por quem quer que fosse.

Muito menos o Ministério Público Estadual.

Se o ex-prefeito tivesse tanta tranqüilidade assim sobre a sua “vida patrimonial”, ele não teria recorrido à Justiça, no ano passado – isso mesmo, em 2012 – para impedir que a CPI da Delta, na Assembleia Legislativa, abrisse o seu sigilo fiscal e bancário pelos últimos 10 anos.

Um dos temas mais importantes da política em Goiás é o enriquecimento de Iris Rezende (segundo a versão dele, produto de 11 anos de advocacia, de um frigorífico da família e de herança dos pais – quem engole?).

Ao fazer acusações contra adversários, foi ele que abriu a discussão sobre o assunto.

Vamos aprofundar, então.

 

LEIA MAIS:

Patrimônio de Marconi é menos que fichinha perto da fortuna de R$ 500 milhões de Iris Rezende

Iris dá a velha e esfarrapada desculpa de sempre para a sua fortuna: 11 anos de advocacia

Iris e Paulo Garcia entraram na Justiça para impedir quebra de sigilo. O que temem revelar?

Chegou a hora do casal Iris se reencontrar com seu passado e explicar escândalos