Paulo Garcia dorme no ponto e Goiânia não vai participar dos R$ 51 bilhões para mobilidade urbana

Em editorial, neste sábado, o jornal O Popular lamenta que o Governo Federal tenha encerrado a distribuição de recursos para investimento em mobilidade urbana sem incluir Goiânia entre as cidades beneficiadas.

O Popular informa que o Ministério do Planejamento vai destinar R$ 51 bilhões para diversas capitais, mas nenhum centavo para Goiânia: “Mas o Ministério do Planejamento encerrou a fase de recebimento de propostas sem nem sequer ouvir as demandas da capital goiana. Falta de força política do Estado?”.

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Goiânia de fora?

É lamentável, e profundamente, mas Goiânia corre o sério risco de ficar de fora da contemplação de recursos federais para investimento em mobilidade urbana. É que o Ministério do Planejamento encerrou na terça-feira as reuniões com prefeitos e governadores de oito regiões metropolitanas para receber projetos para os investimentos nesta área.

Os municípios dessas regiões, que o governo federal considera prioritárias, apresentaram pedidos de R$ 51 bilhões, acima dos R$ 50 bilhões anunciados pela presidente Dilma Rousseff para o setor de mobilidade depois das recentes manifestações de rua. E a capital está fora dessa lista, pois é a 11ª colocada entre as maiores regiões metropolitanas brasileiras.

E as necessidades de Goiânia e de seu entorno são enormes. Há muitos projetos à espera de recursos como o VLT, no Eixo Anhanguera, corredores exclusivos de ônibus, casos das Avenidas T-7 e T-9, implantação do BRT, no Eixo Norte-Sul, que demandaria recursos da ordem de R$ 3 bilhões.

Mas o Ministério do Planejamento encerrou a fase de recebimento de propostas sem nem sequer ouvir as demandas da capital goiana. Falta de força política do Estado?

Impõe-se uma mobilização da representação política goiana, em especial de deputados federais e senadores, para pressionar. A Região Metropolitana de Goiânia não pode ficar de fora desta oportunidade.