Médico denuncia: “Não tinha nem dipirona no Cais do Novo Mundo”

Veja como o médico Pedro Henrique Machado explica ao O Popular os motivos de seu pedido de demissão da Prefeitura de Goiânia:

Profissionais rebatem secretaria sobre ausências em Cais

Os médicos de que não compareceram ao plantão de domingo no Centro de Atendimento Integral à Saúde (Cais) do Jardim Novo Mundo, em Goiânia, alegam terem pedido demissão há mais de uma semana. Eles afirmam que a decisão foi tomada em virtude da insatisfação com as condições de trabalho.

Clínico geral, Pedro Henrique Machado Cardoso deixou o Cais Novo Mundo depois de trabalhar por mais de 4 anos no local. “No plantão de 7 de julho nós decidimos pedir exoneração. Nesse dia não tinha dipirona, benzetacil nem bicarbonato de sódio, usado em parada cardiorespiratória”, afirma.

Pedro Henrique era contratado para plantão de 12 horas aos domingos. Com ele, também saíram outros dois clínicos gerais e dois pediatras. De acordo com o médico, não havia médico intensivista nos plantões que ele fazia. Para acompanhar a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), um clínico geral era deslocado. “Nós avisamos a direção do Cais que deixaríamos o plantão”, sustenta.

O diretor de Atenção à Saúde da SMS, Sandro Rodrigues, rebate a informação. “Pedidos por escrito nós só recebemos das duas pediatras. Eu não tenho como acionar a rede para suprir à vaga sem ter um pedido de exoneração documentado”, diz. As informações truncadas resultaram em indignação dos usuários do sistema.

O secretário comunicação do Sindicato dos Médicos do Estado de Goiás (Simego), Robson Azevedo, adotou cautela ao avaliar as ausências. A princípio, ele entende que o diretor da unidade de saúde precisa ser ouvido, pois é o responsável por providenciar um substituto. “Também temos que ver como será o próximo plantão, saber como vão resolver o problema”, afirma.