Mais Goiás: Governo Caiado nega existência de “gabinete do ódio” em Goiás

O governo Caiado negou a existência de uma espécie de “gabinete do ódio”, um núcleo ideológico que adotar um estilo mais agressivo na defesa da administração, com a promoção de ataques de adversários nas redes sociais. No Governo Federal, a ação é ligada a filhos do presidente Jair Bolsonaro. Em Goiás, o secretário Ernesto Roller, da área de Governo, desconhece “lista negra” para atacar oposição. A informação é do site Mais Goiás.

Oposicionistas ao governador Ronaldo Caiado, foram colocados numa espécie de “lista negra”. A articulação teria sido feito por alguns nomes, entre eles da servidora da secretaria de Governo Mariana Gidrão. Grupos em redes sociais teriam sido criados para atacar políticos e críticos ao governo.

Denúncia encaminhada ao Mais Goiás indica a inserção de nomes de desafetos e uma articulação para atacá-los. Entre os adversários citados na lista estão dos deputados estaduais Cláudio Meirelles (PTC), Talles Barreto (PSDB), e Major Araújo (PSL) do deputado federal, Delegado Waldir (PSL).

Também foram incluídos os nomes de outras lideranças como o ativista conservador Gustavo Gayer, entre outros.

Procurada pela reportagem do Mais Goiás nesta quarta-feira (22), Mariana Gidrão, minimizou a questão, considerou tal situação como “baixa e pequena”.  “Essa questão de “lista negra”, “gabinete do ódio, isso é baixo, é pequeno, é algo muito irreal. Não tem nada a ver. Não tem muito o que falar”, afirmou a funcionária em contato telefônico com a reportagem.

Mariana explicou que não podia se alongar pois entraria numa reunião. A reportagem ficou de continuar o diálogo no final da manhã, mas não conseguiu contato.

Questionado sobre o assunto, o deputado estadual Major Araújo, disse que no governo anterior, foi oposição, assim como na atual gestão. Ele destacou que vai continuar se posicionando, independente se há ou não uma “lista negra” no governo e se ele está inserido nela, por aliados da administração.

“Eu já enfrentei o governo passado, com muita perseguição, várias ações judiciais. Vou continuar fazendo o meu trabalho. Isso não me intimida, não me faz recuar.  Eu pontualmente vejo algo e faço questão de me posicionar, por exemplo, duas situações que trouxe a pública foi retirada do próprio Diário Oficial do Estado, não vou recuar”, declarou.

Já o secretário Ernesto Roller, disse que desconhece a questão. Que não há nenhum mecanismo orientado pela Secretaria de Governo. Ele argumentou que a preocupação da administração tem sido no sentido de enfrentar a crise do coronavírus e salvar vidas. Ele prometeu que se há alguma ação, é individual e que será apurada.

“Não existe nenhum mecanismos dessa natureza. Desconheço. Se alguém está fazendo isso é por uma questão individual. Eu vou verificar isso, mas não há uma diretriz neste sentido, o governo democraticamente tem a sua opinião, respeita as manifestações contrárias, não é de agora. A preocupação do governo é com as vidas, não temos menor interesse em politizar. Se há alguma ação individual de alguma pessoa, sobre isso não tenho conhecimento”, destacou.

Ao ser perguntado sobre a atuação da servidora Mariana Gidrão, Roller, destacou que “não há diretriz para a servidora fazer isso. Caso esteja ocorrendo, é um ato unilateral, individual dela”, completou.