Humberto Teófilo rebate Carlos Cachoeira: “Posso ser aventureiro na política, mas sou honesto”

O deputado estadual Humberto Teófilo (PSL) rebateu o empresário Carlos Augusto Ramos, que, em artigo publicado com exclusividade pelo Goiás24Horas, acusou o parlamentar de “causar prejuízo de milhões de reais a Anápolis e Goiás”, transformando “uma negociação comercial cotidiana” entre a empresa do filho dele, Matheus Henrique Aprígio Ramos, e o governo do estado em denúncia.  A resposta de Teófilo foi publicada no site Mais Goiás.

“Eu fui o autor da denúncia. Eu é que revelei o esquema que estava sendo perpetrado na Codego que envolvia uma suposta construção de um shopping no Daia em Anápolis. Descobrimos assim o envolvimento de uma empresa ligada a Carlinhos Cachoeira e eu sempre destaquei que o envolvimento da empresa era uma das situações irregulares. Nós percebemos que o negócio foi realizado a preço da banana. Vendida a R$ 25 mil cada, sendo que valia milhões”.

O deputado questionou a origem do dinheiro envolvido na negociação, sugerindo que Matheus seja laranja do pai.

Teófilo disse que foi à Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC) para apresentar denúncias relativas à conduta de integrantes da Codego e de pessoas ligadas a Carlinhos Cachoeira.

“Fui atacado dessa forma porque eu descobri e desmanchei esse negócio ilícito, e posso desmanchar outros que estão por vir e relacionado também ao governo. Hoje fui à DEIC, onde foi instaurado inquérito policial para apurar a conduta de integrantes da Codego, das próprias pessoas ligadas ao Carlinhos Cachoeira”, disse.

No artigo, Cachoeira fez críticas ao pai de Teófilo, o ex-vereador por Goiânia Amarildo Pereira. Amarildo já foi condenado em diversos processos por corrupção. O Ministério Público de Goiás pede na Justiça ressarcimento de dano aos cofres municipais em valor superior a R$ 1,8 milhão. O pai do deputado é acusado pelo MP de ter causado prejuízo ao Erário pelo recebimento ilegal de gratificação referente ao exercício do mandato de vereador em Goiânia.

Teófilo diz que o pai dele é quem deve responder e desafia Cachoeira a apontar situações relativas a ele – e não a seus parentes. O deputado diz ainda que pode ser “aventureiro na política, mas é honesto”. “Não adianta atacar minha família para justificar o injustificável”, diz.