Paulo Garcia promete o que pode não cumprir: ficar quatro anos na prefeitura

O processo eleitoral de 2012 já se encerrou, mas o prefeito de Goiänia, Paulo Garcia (PT), continua a fazer promessas a esmo – despreocupado com a possibilidade de renunciar a elas no futuro próximo.

Ontem, por exemplo, Paulo Garcia disse que não será candidato a governador em 2014. Ainda que não seja, ele se comporta como um. Paulo trabalha intensamente para se viabilizar para disputa do ano que vem.

Quer um caso que ilustre esta teoria? Na manhã desta segunda-feira, o prefeito improvisou palanque em um ato da prefeitura a lançou uma saraivada de ataques contra o governador Marconi Perillo (PSDB), seu potencial adversário.

O petista reclamou do estado de conservação da GO-010 e disse que na rodovia não há buracos, mas “crateras”.

Já havia afirmado, em janeiro, que estuda municipalizar o atendimento de água – hoje entregue à Saneago.

Por fim, Paulo falou em criar um grupo paralelo – e “independente” – de estudos sobre o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que Marconi vai construir no Eixo Anhanguera.

Se não Paulo é candidato, precisa parar de agir como um.

Deixar a politiquice de lado e administrar Goiânia, hoje entregue à epidemia de dengue, à superlotação dos Cais, à alta demanda por vagas nos CMEIs e à extensa lista de obras inacabadas, que custam fortunas ao Erário público.

Se Paulo quer ser tratado apenas como prefeito, deve se comportar como prefeito.

Simples assim.