Rogério Borges, o jornalista que defende a barbárie e o direito de calúnia de Mauro Rubem

Quando alguém, sem nenhuma qualificação, aparece nas redes sociais fazendo comentários despropositados – o melhor é ignorar.

Mas quando se trata de um jornalista, da equipe de O Popular, o principal jornal do Estado, aí a coisa é diferente, mesmo porque o cargo é maior do que ele. Opiniões de Rogério Borges talvez não tenham importância, mas a de um repórter de O Popular, sim.

Olha o caso do jornalista Rogério Borges, em sua conta no Twitter.

Ele envereda pelo caminho da deturpação, da mentira e até mesmo da ignorância.

Isso, sendo um membro de uma equipe profissional de elite – a redação de O Popular, onde ele moureja como repórter do caderno de variedades Magazine.

Rogério, no seu Twitter, aborda a condenação do deputado estadual Mauro Rubem (PT), que, em decisão liminar da Justiça, foi obrigado a retirar das suas redes sociais os comentários com “alegações criminosas” sobre o governador Marconi Perillo.

O repórter do POP faz afirmações mentirosas, por um lado, e distorcidas, por outro (também pudera, ele é repórter de variedades, não da página de assuntos jurídicos).

Primeiro ele acha que quem recorre a um processo na Justiça para defender a sua honra, a sua família e o seu nome de acusações caluniosas, sem provas, está promovendo uma “intimidação judicial”.

Não existe “intimidação judicial”. Essa é uma inovação que só existe na cabecinha de Rogério Borges. Todo processo, na Justiça, dá prioridade ao contraditório. Ambas as partes têm assegurada ampla liberdade de argumentos, apresentação de provas, perícias e tudo o que for necessário para esclarecer a verdade e o juiz possa concluir quem está certo e quem está errado. Isso agora é “intimidação judicial”?

Ser chamado à responsabilidade pelo que se disse ou se escreve virou “intimidação judicial”?

Ou “resposta truculenta”? que é como o repórter classifica o fato do governador ter recorrido à Justiça para buscar uma reparação para as ofensas descabidas que sofreu?

Entrar na Justiça, respeitando todas as regras da lei, agora, virou “resposta truculenta”? Em que mundo vivemos?

Segundo, embora sem citar o caso concreto do deputado Mauro Rubem, mas obviamente se referindo a ele, Rogério afirma que o deputado fez “críticas” ao governador. “No mundo palaciano, o chefe não pode ser criticado, senão entra na Justiça”, acrescenta.

Veja que ignorância. Mesmo jornalista, ela não sabe que o processo movido contra o deputado Mauro Rubem pelo governador Marconi Perillo não se refere a nenhuma “crítica”, mas a calúnias. Mauro publicou que o governador é “chefe de quadrilha”, o que é crime – formação de quadrilha – definido no Código Penal.

Vamos pensar com clareza e lucidez: alguém que é acusado, sem provas, de cometer um crime capitulado na maior lei penal do país deve aceitar calado essa desonra?

Responde Rogério: quem afirma que o governador é “chefe de quadrilha” está fazendo uma “crítica”?

Ou será que, se não apresenta provas, está caluniando mesmo?

No Brasil, críticas são livres. Felizmente vivemos em uma democracia. Ninguém pode recorrer à Justiça para se defender de críticas, justas ou injustas, não interessa. Aliás, pode. Mas, se tentar, o processo será fatalmente arquivado.

Como também vivemos em um Estado de Direito (não sabia, Rogério?), a Constituição assegura a quem é caluniado o direito de recorrer à Justiça para reparar o dano moral que sofreu. E a Justiça, soberanamente, é quem vai decidir se houve calúnia ou mera “crítica” – e punir ou inocentar o alvo do processo.

Isso se chama civilização. E o contrário disso – uma sociedade onde qualquer um pode falar o que quiser de outrem, sem ser responsabilizado pelo que fala – tem o nome de barbárie.

Veja os posts do jornalista Rogério Borges e veja também se dá pra concordar com o obscurantismo dele:

 

1. Rogério Borges @RogerioPBorges

Precedente perigoso sendo aberto. Juiz determina que deputado retire posts contra Marconi http://bit.ly/16uAZPh

Existem 2 mundos:o palaciano, em que o chefe ñ pode ser criticado senão entra na Justiça, e o das ruas, onde liberdade de criticar é sagrada

Prefiro o mundo das ruas ao mundo palaciano. Prefiro a crítica, ainda que injusta, à intimidação judicial. Prefiro respostas não truculentas