Plano de Saúde que Paulo Garcia vai anunciar neste sábado é uma jogada de marketing e não vai resolver crise. Veja os motivos

O Programa Mais Trabalho, Mais Saúde, que será anunciado neste sábado pelo prefeito Paulo Garcia, é mais uma jogada de marketing da Prefeitura do que uma ação concreta para resolver a pior crise do setor na história em Goiânia.

Das medidas a serem anunciadas, nenhuma terá cumprimento imediato. Outras estão programadas para 2014 e dependem ainda de recursos que não existem. Enfim, um pacote de medidas de enganação, puro marketing para dar impressão à população de que a Prefeitura se mexe para resolver o grave problema da Saúde.

Segundo reportagem do jornal O Popular, deste sábado, “o plano prevê a adaptação de algumas unidades de Centros de Atendimento Integral à Saúde (Cais), que serão transformados em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e a oferta de incentivos salariais para a classe médica”.

Ainda segundo o jornal, “a previsão é que parte das medidas seja efetivada até o fim deste ano e a outra dependerá do cronograma de repasses de verba do Ministério da Saúde”.

Outrra medida é que “o Cais do Setor Campinas será transformado em hospital. A unidade passará por reforma de ampliação e a área atual, de mais de 2 mil metros quadrados, vai para algo em torno de 4,4 mil metros quadrados”.

Portanto, nada de imediato e um monte de promessas.

Resumindo, a Saúde em Goiânia vai continuar um caos por muito tempo ainda.

Veja a reportagem de O Popular:

 

Saúde

Prefeitura prevê adaptar Cais para funcionar como UPA

Anúncio de pacote para a área da Saúde será feito hoje pelo prefeito Paulo Garcia, durante a inauguração de unidade no Jardim Itaipu

Galtiery Rodrigues 10 de agosto de 2013 (sábado)

 

O pacote de medidas da Prefeitura de Goiânia para a área da saúde, que será anunciado nesta manhã pelo prefeito Paulo Garcia, prevê a adaptação de algumas unidades de Centros de Atendimento Integral à Saúde (Cais), que serão transformados em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e a oferta de incentivos salariais para a classe médica. O programa Mais Trabalho, Mais Saúde tem o objetivo de ampliar e humanizar o atendimento, por meio da descentralização dos pontos de assistência médica. A previsão é que parte das medidas seja efetivada até o fim deste ano e a outra dependerá do cronograma de repasses de verba do Ministério da Saúde.

O Cais do Setor Campinas será transformado em hospital. A unidade passará por reforma de ampliação e a área atual, de mais de 2 mil metros quadrados, vai para algo em torno de 4,4 mil metros quadrados. Além disso, o projeto arquitetônico, já aprovado pela Vigilância Sanitária e que está nas mãos da Secretaria Municipal de Obras (Semob) para execução, prevê o aumento de 20 leitos de observação e 6 de estabilização para 85 leitos, sendo 30 de unidades de terapia intensiva (UTI), 17 de observação e 38 de internação. O objetivo é começar as obras ainda neste ano.

O anúncio das medidas será feito na UPA Doutor João Batista de Sousa Júnior, no Residencial Itaipu, Região Sudoeste de Goiânia. A ocasião servirá para inaugurar esta, que é a primeira UPA de Goiânia e faz parte do programa Mais Trabalho, Mais Saúde. O POPULAR apurou que outras unidades semelhantes serão construídas em pontos estratégicos da cidade. Em primeiro momento, a Prefeitura vai desenvolver um projeto piloto no Cais Novo Horizonte, o maior da capital em produtividade, com cerca de 400 mil atendimentos anuais. Ele será transformado em UPA e as obras de ampliação e reforma no setor de urgência e emergência serão iniciadas na próxima semana.

As UPAs são unidades 24 horas, de modelo idealizado pelo Ministério da Saúde, e cujo atendimento é focado nas situações de emergência. A paralisação para reforma deste setor no Cais Novo Horizonte será suprida pela inauguração da UPA do Residencial Itaipu. Nos últimos dias, os profissionais da unidade se esforçaram para orientar a população, afixando avisos nas paredes e informando que devem procurar por assistência em outros locais. O diretor do Cais, o médico José Ismariano Cardoso, pontua que a adaptação da unidade vai diluir o atendimento e distribuí-lo melhor, evitando a concentração. “60% da nossa demanda aqui vem de outras cidades, especialmente da grande Goiânia”, expõe.

A Prefeitura não adiantou a quantidade de UPAs, tampouco o cronograma de construção e a quantia a ser investida. Isso só será feito hoje, no anúncio. O Cais do Jardim Curitiba, na Região Noroeste, também vai passar pela mesma alteração que o Cais Novo Horizonte, conforme preveem as medidas do Mais Trabalho, Mais Saúde. A ordem de serviço assinada pelo prefeito Paulo Garcia em maio deste ano autorizou o início das obras da UPA Noroeste. O investimento será de R$ 3,6 milhões, mais gastos com equipamentos, em torno de R$ 1,2 milhão. Ao todo, serão 20 leitos com capacidade de atendimento de até 450 pacientes por dia.

Na UPA Sudoeste (Itaipu) foram investidos R$ 3,1 milhões. A expectativa é que sejam realizados 56 plantões de médicos clínicos gerais, por semana, 28 plantões de médicos pediatras e 7 de cirurgiões dentistas. A Prefeitura possui, hoje, 47 projetos para construção de unidades, reformas e ampliações. Para este ano, espera-se ainda a reforma do Centro de Saúde da Vila Redenção e ampliação do Centro de Saúde do Madre Germana 2. Por telefone, o prefeito Paulo Garcia não quis dar maiores detalhes sobre o programa. Disse, somente, que o valor a ser investido é grande, pois as obras serão de grande porte e que isso será especificado hoje.