Ex-governador Naphtali diz que ele e Maguito eram “como irmãos siameses”

Veja matéria do site Mais Goiás:

Vice-governador na gestão de Maguito Vilela (MDB), Naphtali Alves disse ao Mais Goiás estar “escondido” em sua fazenda no município de Morrinhos. O pequeno “exílio” ocorreu após receber a notícia da morte do prefeito eleito de Goiânia na manhã desta quarta-feira (13). “Um dia péssimo. Foram 40 anos de trabalho juntos. Eu e ele erámos como irmãos siameses. A confiança era total”, afirmou.

Naphtali, que foi governador de Goiás em 1998 após licença de Maguito para a disputa ao senado, afirma que a convivência com o emedebista era irretocável. Com confiança recíproca e “sem ciúmes”. Ele relata que durante a corrida eleitoral de 1994 disputou contra Maguito, mas com a decisão da maioria só teve que acalmar os ânimos do grupo dele, mas em nenhum momento houve o sentimento de ciúme.

“Assim como eu me senti à vontade que ele disputasse como governador, ele também sempre que precisou se licenciar do carga tinha total confiança e me deixava à vontade. Foi a melhor coisa que fiz na vida como político. Ele deixou eu livre para atuar até o fim”, relata.

Naphtali reforça que Maguito foi o governador que iniciou os programas sociais no estado, com cestas básicas e distribuição de pão e leite. Além de busca por empregos. “Nosso líder maior, Iris, levou água, energia e asfalto para os quatro cantos de Goiás. Maguito se preocupou com o social. Lutou para que várias empresas se instalassem em Goiás. Ele industrializou o estado”, aponta.

Última conversa
O amigo ainda relata a última conversa que teve com Maguito. Naphtali diz que foi até o diretório, quando o prefeito eleito ainda era pré-candidato, e o alertou sobre a gravidade da covid-19. “Ele estava todo animado. Tornar-se prefeito da capital era o último grande sonho dele. Mas falei que deveríamos ter cuidado com a doença. Especialmente pelo histórico da família e pela idade”, relatou em referência à morte das duas irmãs do ex-governador.

Naphtali diz que não pretende ir ao velório e ao enterro para se cuidar. Pois tem 80 anos, mas está em boa saúde. “Faço distanciamento social, uso máscara e sigo todos os protocolos sanitários. É uma doença terrível. A notícia acabou com meu dia. Já fui às lágrimas diversas vezes”, pontuou.