Anápolis: fiscalização eletrônica começa no dia 4 de fevereiro e pode evitar 70% de acidentes

Estudos do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (DNIT) apontam que a fiscalização eletrônica é responsável pela redução de acidentes em 70%. Com esse objetivo, a Companhia Municipal de Trânsito e Transportes (CMTT) inicia nesta quinta-feira, 21, a fase educativa da fiscalização eletrônica em Anápolis. “O município fez estudos técnicos antes da licitação para identificar os pontos que necessitam da fiscalização eletrônica. O contrato prevê até 370 faixas de rolamento monitoradas”, diz Igor Lino, diretor de Trânsito, Transporte e Educação.

Os equipamentos instalados até o momento já foram aferidos pelo INMETRO e a aplicação das penalidades começa a partir de 4 de fevereiro. Nos próximos dias, a CMTT realiza campanha educativa para sensibilizar os condutores sobre a importância de se respeitar os limites de velocidade e a sinalização para um trânsito mais seguro.

Segundo informações do titular da Delegacia de Investigação de Crimes de Trânsito (Dict), Manoel Vanderic, em 2020 a cidade registrou 133 mortes, bem próximo do número de vítimas de Goiânia no mesmo período. O delegado ainda explica que a estatística é maior quando são consideradas as vítimas não fatais. “Se levarmos em conta as pessoas que ficam em cadeiras de rodas, que enfrentam hospitalizações prolongadas e reabilitação com fisioterapia, esse dado ultrapassa a casa de milhares”, alerta Vanderic.

Histórico
O contrato anterior dos equipamentos de fiscalização eletrônica no município venceria em novembro de 2016, mas um aditivo prorrogou a vigência até o final de 2017. Enquanto isso, a CMTT fez os estudos técnicos necessários para realizar um novo contrato. Após todo o processo de licitação e o prazo de recursos, no início de 2020 foi assinado o contrato com a empresa vencedora, quando o serviço começou a ser estruturado. Devido à pandemia, os prazos para cumprimento do contrato foram adiados.

A empresa vencedora, Velsis Sistemas e Tecnologia Viária, possui equipamentos de ponta, com a melhor tecnologia utilizada no Brasil. Alguns equipamentos são “não intrusivos” (emissão de laser), o que amplia a cobertura do monitoramento sem necessidade de fazer cortes no asfalto. Outra novidade dos novos equipamentos é a capacidade de identificação automática das placas veiculares, mecanismo que pode auxiliar as autoridades policiais na solução dos mais diversos crimes, como furtos, roubos e sequestros.

O novo contrato exige um índice de desempenho de imagens acima de 90%. Isso tem a ver com o grau de precisão da captura de flagrantes. “É um dos diferenciais em relação ao contrato anterior, que não exigia percentual de aproveitamento para que a empresa recebesse pelo serviço. No contrato atual, se o desempenho for abaixo de 70%, a empresa não recebe pelo equipamento”, esclarece Igor Lino. “Da mesma forma, para o recebimento integral do valor previsto em contrato, o índice de funcionamento, isto é, o tempo em que o equipamento funciona, tem que ser de 100%”, completa. Os equipamentos também têm capacidade de monitorar faixas exclusivas para o transporte coletivo, uma fiscalização que já é feita pelos agentes de trânsito.