Presidente do Sindibares reage e diz que “lei seca” será desobedecida

O presidente do Sindicato dos Bares e Restaurantes do Município de Goiânia (SindiBares), Pewton Pereira, reagiu à possibilidade de decretação da “lei seca” para bares em Goiás e disse que segmento já passou mais de 120 dias fechado. Ele afirmou que os empresários sentem-se vítimas de uma injustiça. Declarou ainda que existe a possibilidade de não cumprimento da determinação de limitar vendas de álcool após as 22h.

“Bares e restaurantes não são causadores do agravamento da pandemia de Covid-19”, rebateu Newton Pereira. “No dia 19 de julho o setor foi aberto e este momento coincide com a queda da curva de contaminação. Estamos passando por uma segunda onda, mas ela decorre da inconsequente campanha eleitoral e das festas de fim de ano de 2020. O governador e os prefeitos não podem culpar os bares e restaurantes – ao invés disso, devem transformar os 245 leitos de UTI que temos atualmente em 320 leitos, como tínhamos em setembro.”

Quanto à possibilidade dos empresários do setor se manterem com a medida restritiva, Newton Pereira afirmou que estabelecimentos noturnos não seriam capazes de se manter, já que passaram recentemente por fechamento. Ele admite, entretanto, que a medida pudesse ser razoável em cidades como Catalão, Rio Verde e Jataí, onde a saúde já entrou em colapso por falta de leitos. “Mas para Goiânia não faz sentido, é pirotecnia”, concluiu.