MP apura que ex-secretário de Saúde de Pires do Rio também furou a fila para se vacinar

Ao todo, o promotor de Justiça Marcelo Borges Amaral ouviu seis testemunhas, todas elas trabalhadores da saúde, que revelaram que o então secretário usou de sua condição hierárquica de gestor para ordenar a vacinação fora dos grupos prioritários iniciais.

Além dele e da esposa, as testemunhas indicaram que uma terceira pessoa fora da lista de prioridades teria sido beneficiada com essa ordem de furar a fila – essa pessoa foi imunizada em casa. Os depoentes também afirmaram que se sentiram coagidos, pressionados pelo ex-secretário a realizar as imunizações indevidas.

Assis Filho pediu exoneração do cargo no fim de semana após a repercussão causada pela vacinação da esposa fora da fila prioridades. Na sexta-feira (22/1), ele havia sido afastado do cargo por 60 dias pelo juiz José dos Reis Pinheiro Lemes, que concedeu medida cautelar criminal requerida pelo Ministério Público.

Com a coleta dos depoimentos, a expectativa do promotor Marcelo Amaral é concluir o procedimento investigatório criminal em relação ao ex-secretário até o fim desta semana, com a definição das providências que serão requeridas ao Judiciário.