Anápolis vai ter novos distritos industriais

A cidade de Anápolis prepara para estes quatro anos da gestão do prefeito Roberto Naves(PP), a implantação de novos distritos industriais, a exemplo do Daia, como estratégia para continuar com o título de capital econômica do estado. A informação é do secretario de Economia da cidade, Valdivino Oliveira (PSDB) a quem caberá a tarefa de fornecer argumentos capazes de atrair novas empresas par  o município.

“Anápolis está num eixo entre Brasília, que já passa de 3,5 milhões de habitantes, e entre Goiânia, que por ser uma capital não atrai indústria. Anápolis pode assumir a liderança do processo de industrialização do Estado. Estamos mais perto dos mercados mais populosos. Acredita-se que nesse eixo Brasília-Goiânia dentro de 5 ou 10 vai ter cerca de 10 milhões de habitantes, e a cidade fica justamente entre as duas cidades. Há espaço suficiente para expandir a indústria manufatureira e também há vocação da cidade para isso. Todos aqui estão imbuídos e sabe-se que para trazer uma nova indústria tem que ofertar vantagens competitivas e ninguém vem para cá sem uma vantagem. Uma indústria para vir e perder dinheiro não acontece. Ficam onde está. Uma indústria só vem para uma região mais periférica do país se houver alguma vantagem, e Anápolis tem essa vocação para oferecer essa vantagem”.

Este objetivo passa pela adoção de uma política com modelos inovadores, de baixo custo e de rápida execução, qualificação e modernização da máquina arrecadadora, metas do secretário, que concordou em ocupar a pasta de Economia daquela cidade com foco em deixar  uma marca registrada  de eficiência e modernidade, tarefa nada difícil para quem ocupou cargos de notória importância na história administrativa do Estado. Valdivino de Oliveira é economista conceituado e conta com uma extensa e significativa carreira profissional. É servidor público municipal aposentado e já exerceu cargos importantes nas três esferas do governo brasileiro: federal, estadual e municipal.

Foi diretor administrativo-financeiro do Departamento de estradas de Rodagem do Município/Companhia Municipal de Pavimentação (Dermu/Compav), entre 1986 e 1987, diretor financeiro da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás – ALEGO (1995-1996), secretário de Finanças da Prefeitura de Goiânia por quatro vezes, secretário estadual da fazenda (1996-1994 e em 1998), presidente da extinta empresa de Ciência, Tecnologia, Desenvolvimento Econômico e Social do Estado de Goiás – EMCIDEC (1996-1997), presidente da Empresa de Transportes Coletivos do Estado de Goiás (TRANSURB) e fundador da Metrobus (1997-1998), presidente da Companhia energética do Estado de Goiás (CELG), em 1998, secretário da Fazenda do Distrito Federal (1999 a 2009) e vice-prefeito de Goiânia . Atualmente coordena seu escritório de consultoria econômica com a cadeira de professor na PUC
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“Passamos e ainda vivemos momentos de extrema dificuldade, por conta de problemas estruturais do Estado, mas agravados por crise nacional em todos os sentidos. Mas acredito que vamos superá-los com comprometimento, que é marca da administração de Anápolis ”, destacou o secretário ,que comanda uma pasta cujo papel estratégico é o de financiar todas as realizações que a Prefeitura promove. A experiência de Valdivino será colocada em prática para que Anápolis retome os níveis de arrecadação, mas sem que haja aumento de tributação. O novo secretário de Economia já tem em seu planejamento as metas de ampliar a eficiência da máquina e a inteligência fiscal. “A economia de Anápolis é muito forte. Trata-se da capital econômica do Estado. A cidade tem o segundo orçamento entre os municípios e em termos de arrecadação. Vamos trabalhar firme para seguir forte nesse caminho. s

Ele adiantou que a prefeitura Anapolina trabalha em duas frentes: na melhor organização do sistema de tecnologia de arrecadação. E para melhorar, junto ao governo do estado, a arrecadação de ICMS e IPVA para que a cidade tenha uma parcela maior nos recursos. Para ele se Anápolis quiser usufruir dos reflexos benéficos da pujança econômica mundial, nacional e local, tem que estar devidamente aparelhado institucionalmente, especialmente no que diz respeito ao seu aparato tributário e ousadia gerencial. “A inovação e a austeridade serão objetivos permanentes que nortearão todas as ações da gestão que iremos implementar, mas sem que haja aumento de tributação”, pontuou