Telhado de vidro: suplentes se movimentam para derrubar vereador investigado pelo MP e PF

Vereador em Goiânia, Kleybe Morais (MDB) é investigado pelo Ministério Público (MP) e Polícia Federal por uma gama variada de supostos crimes que coloca em risco, se comprovados, o mandato conquistado nas urnas. Nos bastidores, suplentes da bancada emedebista se revezam para atirar pedras no telhado de vidro do vereador.

Numa das denúncias que vieram à tona, Kleybe é acusado de comprar votos em troca de cargos na secretaria municipal de Educação. A denúncia está sendo apurada pelo MP por meio da promotora Emeliana Rezende de Souza, que aponta fortes indícios de prática criminosa. A pedido do MP, a Polícia Federal realiza investigação em inquérito que corre sigilo para levantar os fatos.

Em outra denúncia, o vereador é acusado de improbidade administrativa e enriquecimento ilícito por ter embolsado indevidamente R$ 240 mil na secretaria municipal de Governo. Como servidor da pasta, Kleybe foi colocado à disposição da União Nacional dos Cereas, que atua na recuperação de alcoólatras.

De acordo com a promotora Villis Marra, que cuida do caso, a disposição é irregular porque a prefeitura de Goiânia não possui convênio com a entidade, além do que a entidade só funciona nos finais de semana, o que indica que Kleybe não cumpriu a carga horária a que é obrigado na gestão municipal.

Kleybe ainda aparece na delação da servidora municipal Larissa Carneiro acerca de desvios de recursos na Agência Municipal de Turismo (Agetul), cuja denúncia foi alvo da Operação Mutigrana, conduzida pelos promotores Ramiro Marins e Gabriela Clementino.

O hoje senador Jorge Kajuru também denunciou o crime na tribuna da Câmara Municipal de Goiânia, no qual estariam envolvidos, além de Kleybe, o vereador Anderson Bocão e o ex-vereador Jair Diamantino, além do presidente estadual do DC e ex-presidente da Agetul, Alexandre Magalhães.