Novo embromation de Paulo Garcia: Macambira-Anicuns fica para ser iniciado em 2014

Mais uma vez o prefeito Paulo Garcia enrola o chamado reinício do projeto Macambira-Anicuns.

Agora, ele adiou a obra para 2014.

Ou seja: mais uma promessa não cumprida.

O tititi Macambira-Anicuns teve início no governo de Pedro Wilson, em 2000 e sempre foi lançado e relançado pelos prefeitos do PT-PMDB (Iris Rezende e Paulo Garcia), principalmente em vésperas de eleição.

Mas nunca saiu do papel.

Veja reportagem de O Popular a respeito:
Macambira Anicuns

Obra deve ser reiniciada em 2014

Pedro Palazzo 13 de agosto de 2013 (terça-feira)

Moradores vizinhos das obras do Programa Urbano Ambiental Macambira Anicuns (Puama) terão de conviver com a poeira pelo menos até o ano que vem, quando a construção, parada desde outubro do ano passado, deverá ser retomada. Desentendimentos relacionados ao custo levaram a Prefeitura de Goiânia e Empresa Sul Americana de Montagens S.A. (Emsa), vencedora da licitação, a rescindirem, em comum acordo, o contrato. O secretário extraordinário do Puama, Denício Trindade, disse ontem, durante audiência pública sobre o projeto, que o lançamento da nova concorrência pública deverá acontecer em outubro. O reinício está previsto para o começo de 2014.

A Emsa venceu a licitação em janeiro de 2012, ao baixar em R$ 25 milhões o valor orçado no projeto básico: R$ 210 milhões. As obras começaram no fim de março. Os problemas surgiram menos de seis meses depois: a empresa queria aditivos aos R$ 185 milhões que pediu inicialmente. Alegava que havia intervenções não previstas no projeto básico.

A Prefeitura e o Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID) se negaram a aumentar o valor. Durante os seis meses em que trabalhou, a Emsa executou 2% da obra. Prefeitura e BID pagaram R$ 3,8 milhões pelas obras realizadas: instalação parcial de galerias pluviais, terraplanagens, entre outras. A rescisão rendeu aos contratantes R$ 463 mil – referente ao encontro de contas entre o que eles deviam e à multa pelo abandono da obra e mais o valor cobrado pelos prejuízos do tempo em que não avançou.

As perdas que podem acontecer entre o distrato e o reinício das obras serão custeadas pelo Puama. Trindade afirma que a Prefeitura trabalha para minimizar o prejuízo. Serviços de roçagem – uma das maiores reclamações dos moradores -, por exemplo, podem ser executados pela Prefeitura. A engenheira do Puama, Nágila Emiliano Garcia, afirma que a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semob) continuou uma frente de trabalho na Avenida Independência, no Setor Faiçalvile, para evitar que o serviço feito fosse perdido.

Técnicos do Puama disseram ontem que já trabalham na elaboração do novo edital. O documento será feito com base em projeto executivo, o que diminui o risco de problemas semelhantes aos que levaram à rescisão do contrato. O valor global da obra está previsto em R$ 300 milhões: aumento de 42% em relação ao preço anterior. Trindade afirma que o aumento se dá pela inclusão do Parque da Pedreira (previsto no projeto inicial, mas que havia sido retirado da primeira licitação) e pelo reajuste nos preços de material de construção. A parceria prevê investimento de U$ 94,5 milhões, dos quais 60% cabem ao BID e 40% são contrapartida da Prefeitura.