No DM, articulista pergunta: por que o PMDB não mostra nas pílulas da TV as casas de placa que Iris Rezende construiu?

Veja artigo de André Lenza, publicado na edição deste sábado no DM:

 

A verdadeira face do PMDB

 

Diário da Manhã

André Lenza

Nos últimos dias venho acompanhando as chamadas do PMDB na mídia televisiva com seus caciques partidários falando sobre o legado que seus gestores públicos deixaram enquanto administraram o Estado de Goiás.

Queria saber o porquê às chamadas do PMDB não mostram as casas que os seus gestores construíram para o povo goiano? Minha avó me conta que a casa era feita com aquelas placas de concreto, placas essas utilizadas para fazer isolamento de obras. Comenta também que as casas eram construídas sempre nas margens das GOs por um único motivo, apenas para as pessoas que passavam pelas estradas olhassem as supostas obras.

O modelo de gestão do PMDB é tão arcaico e conservador que as cidades no Estado de Goiás pareciam ser tudo iguais. De um lado da estrada estavam sempre às casas de placas e logo do outro lado sempre tinha um ginásio de esporte, e a cidade se resumia a exatamente isso.

Queria saber o porquê às chamadas do PMDB não aborda a forma que seus caciques lidavam com o funcionalismo público? Meu tio relata que era perseguido pelo cacique dono do partido e que até hoje teme a sua volta por ter passado o pior momento de sua vida profissional, com a gestão retrógrada do PMDB. Além de perseguições ainda atrasavam os salários e ameaçavam quem não cumprissem as ordens do chefe. Esse mesmo gestor do PMDB já dizia naquela época: “valorizar servidor público é o mesmo que salgar carne podre”.

O PMDB bate no peito falando que trouxe o asfalto para Goiás. Porém, esquece de dizer que esse mesmo asfalto era da pior qualidade e com o preço mais caro do mercado. Esquece de dizer que vendeu Cachoeira Dourada, esquece de dizer que arrebentaram com o BEG, o caso da Caixego, atuação em especulação imobiliária, além de outras ações amorais e que incorrem por improbidade administrativa, manchando a história política do nosso Estado.

Quero entender o motivo ao qual o PMDB não vincula em seus chamamentos televisivos a promessa de revolucionar o transporte coletivo na cidade de Goiânia em apenas seis meses e até então, nunca fez nada. O feijão estragado que costumavam ir nas cestas básicas doadas pelo governo da época.

O que se sabe e se vê de fato é o legado deixado pelo PMDB para a cidade de Goiânia. Essa herança chamada de PT na prefeitura de Goiânia, onde o transporte coletivo continua o mesmo caos que o próprio PMDB deixou; o caos nos CAIS abandonados da nossa Capital, sem médico, sem funcionário, sem funcionamento e principalmente com pessoas suplicando para serem atendidas; as obras supostamente superfaturadas e desvio de recursos públicos (como já publicado em outras matérias deste jornal) do Parque Mutirama que nunca acaba de construir; do abandono com os animais do Zoológico; dos descaso com os Cemeis; com os buracos nas ruas da nossa cidade; com o pouco caso com as praças públicas; com a agressão de líderes de bairros na casa supostamente do povo (Câmara Municipal) por tentarem desabafar e expor a real situação de seus bairros; dos super salários pagos pela gestão petistas/peemedebistas nos órgãos municipais e principalmente, o distanciamento da gestão pública municipal com a sociedade.

É difícil entender o porquê os caciques do PMDB não se renovam. As ideais e os discursos continuam os mesmos, a forma de lidar com o povo e principalmente, a forma de tratar os funcionários públicos.

Certamente se fizerem uma comparação de gestões, os caciques do PMDB notaram que o tempo agora é novo, que o tempo é de mudança e principalmente que o povo goiano sabe o que é melhor para Goiás e acreditam na melhor gestão para o povo goiano.

(André Lenza, membro do Instituto Teotônio Vilela da Região Metropolitana de Goiânia, ITV – Metropolitano)