Inversão de valores em Goiás. E desde quando recorrer à Justiça para resguardar um direito é ser ditador?

O governador Marconi Perillo está sendo acusado pela revista Carta Capital (de triste reputação), pela oposição e por três ou quatro jornalistas-militantes de ser um ditador por recorrer à Justiça para pedir reparação de calúnias que sofreu.

Mas, peraí, em que ditadura do mundo se recorre ao Judiciário para que ele decida se houve ou não excesso em determinada causa?

Pelo que se sabe, em nenhuma.

Ditadura é um regime marcado essencialmente por falta de um Judiciário.

A Justiça existe justamente para resguardar os direitos de todos e serve para garantir também que todos, governantes e cidadãos, cumpram a lei.

Se alguém se julga agredido em seus direitos, como é caso do governador de Goiás, ele aciona a Justiça que, obedecendo aos ritos legais e assegurando a plena defesa, vai decidir seu houve crime ou não.

Havendo crime, os culpados são condenados e devem pagar as penas, de acordo com o que manda a Lei.

Marconi, portanto, não age como ditador. Age como um democrata que vive num Estado e Direito.

Ditador seria se apelasse para outros recursos.

Quem quer agir como numa ditadura é parte da oposição e alguns poucos jornalistas, que confundem crítica com calúnia.

Ninguém é proibido de fazer crítica, mas ninguém também pode ser proibido de recorrer à Justiça quando se sente caluniado.

A oposição e esses jornalistas-militantes querem instituir um estado de exceção em Goiás, onde eles poderão fazer o que quiser, sem respeitar as Leis.

Felizmente, porém, não vão conseguir: vivemos em pena democracia e é o Poder Judiciário quem tem prerrogativa de decidir os conflitos entre os cidadãos, sejam eles governantes, políticos ou jornalistas de araque.