Jornais e revistas são formas sociais em extinção, diz professor da UFRJ

Nada no mundo é eterno: a circulação de notícias em forma caótica, via internet, acabou puxando o tapete do jornalismo impresso, hoje a caminho do fim.

Uma pergunta ronda as redações: o jornal em papel sobreviverá ao avanço das novas formas de comunicação via internet?

Para os mais apressados, o futuro já chegou. Basta contar os dias. Enquanto isso, os “papeleiros” sustentam que a migração completa para o suporte digital não é uma preocupação urgente e que a palavra impressa se sobrepõe ao encantamento com a tecnologia. Em jogo, a crise do jornal como negócio e a relevância do jornalismo na sociedade.

Para Rosental Calmon Alves, diretor do Knight Center of Journalism in the America (da Universidade do Texas, em Austin), as publicações feitas apenas em suporte físico já acabaram: “O jornal hoje já é um híbrido de átomos e bits. Qualquer jornal hoje é inconcebível se não tiver a sua presença digital na internet e em outras plataformas. Existe já uma transformação do negócio do jornal, do papel que o jornal exerce na vida das pessoas”.

Para Muniz Sodré, professor titular da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é preciso levar em conta que as formas sociais, como o jornalismo, não são eternas. “A questão fundamental é saber se a função informacional ainda é necessária, se ainda há lugar para a função informativa. Esse é que é o grande problema”, disse.