Editorial da Rádio 730: “Bagunça da oposição reelege o governador Marconi Perillo”

Veja editorial da rádio 730:

Bagunça da oposição reelege Marconi e certo está Iris em evitar os fracassados encontros do PMDB
As oposições em Goiás tiveram 15 meses, entre março de 2012 e maio de 2013, para evitar o quarto mandato de governador para Marconi Perillo. E o que elas fizeram em mais de um ano pode ser resumido em uma palavra, bagunça.

Em vez de apresentar um plano de ação como alternativa a Marconi, a turma do contra preferiu açoitar os programas do governador. As ideias dos adversários, se é que eles têm alguma, nunca foram discutidas, nem por eles mesmos. O tempo inteiro esteve em pauta o que Marconi apresentou.

Em vez de aproveitar a fragilidade de Marconi, então acossado pelos petistas na CPI do Cachoeira, a oposição escolheu expor as próprias deficiências. Para cada defeito de Marconi, seus adversários apontavam dois nos colegas.

Em vez de consolidar um nome para enfrentar o governador, a oposição abriu o leque. Surgiram dezenas de alternativas, algumas bizarras, para peitar um sujeito que vai às urnas estando no cargo de governador, com um portfólio de obras sem paralelo. Naquela época, Marconi estava em baixa, principalmente devido às seguidas capas de O Popular, média de uma a cada dois dias espinafrando o governador. Ou seja, a oposição a Marconi tinha uma CPI no Congresso, tinha o apoio do governo federal, tinha as insistentes manchetes do principal diário do Estado e não conseguiu eliminar a possibilidade de reeleição.

A oposição perdeu tempo e, sobretudo, a oportunidade de impedir o quarto mandato. Agora, está quase impossível retomar. A edição do jornal A Rede que está nas bancas e no portal730.com.br contém o obituário dos incompetentes. Nela, A Rede esmiúça a entrevista do presidente da Agetop, Jayme Rincón, concedida à Rádio 730. São cinco páginas com os detalhes de como os adversários de Marconi caíram na armadilha das obras. Nos mesmos jornal A Rede e Rádio 730, esse alerta é antigo: os veículos da Rede Clube de Comunicação avisaram que o governador estava levando os opositores no bico nessa conversa fiada de obras inacabadas ou por fazer. Enquanto os adversários criticavam a falta de investimentos em estradas, hospitais e centros de recuperação de drogados, Marconi juntava o dinheiro para realizar tudo o que prometeu na campanha. Grande parte do dinheiro, inclusive, saiu de aliados de seus opositores, como o BNDES e o Banco do Brasil. Pronto, Marconi se livrou embaraço e agora está praticamente imbatível. Só não será reeleito se não for candidato.

As oposições tiveram muito tempo para se unir e optaram por se fracionar. Tiveram tempo para encontrar um discurso e preferiram dizer que Marconi não tinha um. Tiveram tempo demais para apresentar suas ideias e nada lhes saiu da mente. Tiveram tempo suficiente para, usando um termo caro a PT e PMDB, “construir” um nome e fizeram o contrário, multiplicaram a lista.

O jornal A Rede traz também o apoio à decisão de Iris Rezende de evitar os encontros do PMDB, que são inúteis e fracassados. Enfim, um retrato fiel da oposição em Goiás.