Edição de A Rede é convite da missa de 7º dia da oposicão, anuncia o próprio semanário

Veja nota do jornal A Rede, desta semana:

 

A entrevista que descreve a reeleição

Esta edição de A Rede é histórica: marca a data em que a oposição leu o próprio obituário. Acabou. Já era. Marconi Perillo saiu do atoleiro à vitória em três meses, está reeleito e seu maior cabo eleitoral foram os adversários, com suas infinitas brigas internas, a ciumeira, a burrice. Do lado do governo, os motivos estão em quatro páginas, de 9 a 12, nas quais o presidente da Agetop, Jayme Rincón, conversa com jornalistas de emissoras de todo o Estado, parceiras da Rede Clube de Comunicação.
No início do ano, Rincón esteve na Rádio 730 e foi bombardeado. Era a vocalização de uma armadilha que Marconi Perillo aprontara com seus opositores. Com a certeza do dinheiro para as obras, Marconi incitou a turma do contra a criticar a situação das estradas e as obras que não saíam do papel, como o Hospital de Urgências da Região Noroeste de Goiânia e os centros de tratamento de drogados, os Credeqs.

A oposição entupiu os gorgomilos de Marconi com adjetivos pesados, chegou a pedir-lhe o impeachment e o dava por morto. Ensaiou um “Fora, Marconi”, foi às ruas (em pequeno número, nada da avalanche de manifestantes que se veria depois, sem relação com os protestos contra o governador). Não sabiam, os inimigos de Marconi, que caminhavam para o cadafalso. A lâmina desceu-lhes no pescoço e a descrição da cena da execução está na entrevista de Rincón. O governo já reconstruiu mais de 4 mil quilômetros de estrada, duplicou e iluminou rodovias. Óbvio, é obrigação dele, mais ainda de Marconi, que prometeu demais para ter o terceiro mandato. O problema (para a oposição) é que está conseguindo realizar. Não adianta torcer contra, porque quanto mais o governador faz, melhor para o Estado. Se ele vai lucrar eleitoralmente com as obras, é outra conversa.
Portanto, esta edição de A Rede é um convite para a Missa de 7º Dia das oposições. Ela não foi morta, se suicidou. Há como ressuscitar? Há. Mas tirem a pá de cal das mãos de Jayme Rincón.