Fabiana Pulcineli critica uso político das empresas e lembra caso de condenação na Comurg

Em Cena Política, de O Popular, a jornalista Fabiana Pulcineli escreve, em tom crítico, sobre o uso político das empresas. “Para governos que se dizem modernos e atentos às demandas sociais, a insistência em privilegiar a indicação política no comando das estatais não parece coerente.”

De acordo com o texto, “por aqui, onde os resultados nefastos do uso político de uma estatal – o caso da Celg – ainda saltam aos olhos e rendem prejuízos aos goianos, também houve promessas de rompimento da velha prática de nomeações políticas, mas sem avanços.”

No mesmo artigo, a jornalista cita estudo do Instituto Acende Brasil e acrescenta que o caso dos shows sertanejos bancados com recursos públicos – foram R$ 32 milhões só em 2013 –, por exemplo, provocou polêmica nos últimos 15 dias, com a liminar do Tribunal de Contas do Estado (TCE) contra a Saneago e a determinação do governador Marconi Perillo (PSDB) de suspensão de shows este ano. O presidente da Saneago, José Gomes da Rocha, ex-prefeito de Itumbiara e provável candidato a deputado em 2014, disse ao POPULAR que a ordem do governador não incluía a empresa e avisou que continuaria a bancar shows.

Na avaliação da jornalista, a Comurg é outro exemplo. A principal estatal da Prefeitura de Goiânia está às voltas com excesso de cargos comissionados e com o escândalo dos supersalários. A empresa contratou 3.859 funcionários sem vínculo e sem previsão de cargo entre 2001 e 2004. “São desmandos que, como ressalta o Instituto Acende, visam interesses de curto prazo com vista ao calendário eleitoral. Como resultado, não há melhora (em muitos casos, só piora) dos serviços prestados – nos exemplos citados, as empresas acumulam uma série de deficiências – e os custos se elevam”, afirma.