Para preservar a Assembleia, juiz não deixou a Polícia Federal vasculhar o gabinete parlamentar de Samuel Belchior

No despacho liminar em que autorizou parte das providências solicitadas pela Polícia Federal, com relação aos investigados na Operação Miquéias, que desbaratou uma quadrilha que desviava recursos de fundos previdenciários de pensão, o desembargador federal Cândido Ribeiro, do Tribunal Federal de Recursos, não autorizou a realização de uma diligência no gabinete do deputado Samuel Belchior na Assembleia Legislativa.

Segundo o desembargador, a diligência poderia criar constrangimentos para o Poder e, portanto, ele a impediu para “preservar” a Assembleia.

Mas o magistrado autorizou que a Polícia Federal vasculhasse a casa de Samuel, no setor Jaó, com permissão para apreender documentos, computadores, outros equipamentos eletrônicos de registro de arquivos e até mesmo dinheiro, caso fosse encontrada quantia superior a R$ 10 mil.

O desembargador federal também recusou o pedido de prisão temporária para Samuel Belchior e o bloqueio das suas contas bancárias e bens imóveis, mas determinou que a Polícia Federal oficiasse aos cartórios de Goiânia para que sejam fornecidas informações, em 15 dias, sobre o possível patrimônio do deputado.