Daniel nega contatos com a “pastinha” Luciane Hoepers, mas ela diz em grampo telefônico que ele ficou de ligar

Enrolado na Operação Miquéias, em que a Polícia Federal desbaratou um esquema de desvio de dinheiro de fundos de pensão municipais, o deputado Daniel Vilela baixou o topete.

No mesmo dia em que foi ao Ministério Público levar um suposto dossiê de denúncias contra as Organizações Sociais que estão gerindo os hospitais estaduais, Daniel Vilela foi exposto como um dos contatos da “pastinha” Luciane Hoepers – ele foi fotografado por agentes da Polícia Federal em um almoço com a moça, em Brasília, juntamente com Samuel Belchior (que a PF define como “membro da quadrilha” e o seu primo e deputado federal Leandro Vilela).

Daniel jura que esse foi o único contato entre ele e a operadora da quadrilha. Mas há grampos telefônicos, mais de um, em que ela conversa com Samuel Belchior sobre Daniel, inclusive mostrando satisfação com o contato com “o filho do prefeito de Aparecida” e também confidenciando a Samuel que “ele, Daniel, ficou de ligar” para ela.

Acresça-se a essas revelações explosivas o fato de que o fundo de pensão da Prefeitura de Aparecida investiu R$ 9 milhões em fundos podres operados pela quadrilha, que teve dois de seus membros presentes na reunião que definiu os investimentos para 2013 (o detalhe foi registrado em ata, pasme-se…), e se verá que temos uma combinação pra lá de constrangedora tanto para Daniel quanto para o pai Maguito Vilela.

O inquérito da Operação Miquéias é apenas um resumo. Lá, há a informação de que existem inúmeros apensos, com dezenas e dezenas de páginas, cada um tratando em particular de cada personagem envolvido.

Com exatidão, ninguém sabe o que tem sobre Daniel Vilela.