TCM reprova contas de Vanderlan, relativas a 2009, em Senador Canedo. Irregularidades são insanáveis

Deu no Canal Gama, site na internet mantido pelo jornalista Luiz Gama:

 

O PSB de Goiás pode ter uma surpresa nada agradável. O ex-prefeito de Senador Canedo, Vanderlan Cardoso, pré-candidato ao governo de Goiás em 2014 pelo partido de Eduardo Campos deve ficar inelegível. Vanderlan Cardoso teve as contas da Prefeitura de Senador Canedo relacionadas ao exercício de 2009 reprovadas pelo TCM (Tribunal de Constas dos Municípios) em função de fatos considerados gravíssimos. Vanderlan recorreu da decisão inicial do TCM, mas especialistas que conhecem bem o processo e entendem de contas públicas são unânimes em afirmar que as irregularidades são insanáveis.

Um técnico do TCM consultado pelo Canal Gama afirmou que com esse novo escândalo revelado pela Operação Miquéias da Polícia Federal, a situação de Vanderlan Cardoso fica ainda mais complicada. Entre 2008 e 2012, quando a Prefeitura foi ocupada primeiro por Vanderlan Cardoso e depois pelo seu vice Túlio Sérvio, o fundo de pensão dos funcionários municipais de Senador Canedo comprou quase R$ 60 milhões em títulos superfaturados. Um desses fundos é o Eslovênia, usado pela quadrilha que acaba de ser desbaratada pelo Polícia Federal, no curso da Operação Miquéias.

No Fundo Eslovênia, a Prefeitura de Senador Canedo aplicou R$ 10.777.694,11. Os prejuízos, lógico, já estão sendo contabilizados. Segundo o Tribunal de Contas dos Municípios, o Fundo de Pensão de Senador Canedo, com suas aplicações direcionadas e contra a lei, acumulou um prejuízo de quase R$ 3 milhões. O TCM conferiu nos registros do Banco Central e descobriu que a Prefeitura de Senador Canedo escolheu fundos que não têm registro na instituição, como o Eslovênia, por exemplo, citado várias vezes na Operação Miqueias.

O TCM descobriu ainda que os títulos comprados pela Prefeitura de Senador Canedo, entre 2008 e 2012, trocaram de mãos várias vezes no mesmo dia, para despistar a sua origem e permitir o aumento dos seus preços: no final, os valores pagos foram superiores aos praticados pelo mercado.

Por tudo isso é que Vanderlan Cardoso deve inevitavelmente ficar inelegível e assim impedido de participar das eleições de 2014 como candidato. Sem Vanderlan como candidato, o PSB de Goiás teria dois caminhos a seguir: se unir ao projeto de Junior Friboi caso ele saia candidato por um outro partido que não o PMDB. Poderia ser até mesmo o próprio Friboi como candidato do PSB dando assim palanque para o projeto nacional de Eduardo Campos no primeiro turno, sendo que em caso de segundo turno em Goiás o partido andaria com Marconi Perillo.