Balde de água fria nos pessimistas de plantão: renda dos goianos cresce mais do que a média nacional, diz IBGE

Em Economia, O Popular posiciona que a renda média dos goianos melhorou no ano passado e numa velocidade maior do que a da média nacional. De 2011 para 2012, os trabalhadores do Estado tiveram um incremento nos ganhos mensais de 6,72%, enquanto no País, o crescimento foi de 5,8%. Esta foi a taxa de crescimento real, ou seja, descontada a inflação para o período, e divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), como parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2012. Mas, apesar de crescer mais rapidamente, em valores, o rendimento dos goianos só alcançou o patamar brasileiro no ano passado, quando passou de R$ 1.414 para R$ 1.509. No mesmo período, a média no Brasil subiu de R$ 1.425 para R$ 1.507. A melhoria da renda é um reflexo do cenário positivo da economia em 2012. Na ocasião, a taxa de desocupados (referente às pessoas não ocupadas e que estavam procurando trabalho) permaneceu estável em um patamar baixo (4,7%). Ao mesmo tempo, a quantidade de trabalhadores com carteira assinada aumentou 4,8%, chegando a 1,253 milhão (dados atualizados até setembro).

Na mesma reportagem, a informação é de que apesar do avanço de 6,72% no rendimento médio dos goianos, o crescimento de ganho está aquém do potencial do Estado, devido à baixa produtividade das empresas, que se mantém num patamar semelhante há 20 anos. Para o economista Everaldo Leite, a melhoria do cenário esbarra na baixa qualificação do trabalhador e na falta de investimentos em tecnologia e inovação por parte das indústrias. Nos dois casos, analisa Everaldo, falta ação dos governos para capacitar a mão de obra e para desenvolver uma política econômica que dê mais segurança aos empresários na hora de investir. “Isso inclui redução da carga tributária, políticas fiscal e de gastos públicos mais responsáveis. O empresário só vai investir se houver uma redução das incertezas”, critica, ao ressalta que todas as soluções passam por reformas tributária, política e trabalhista.