Deu negócio ou não? Aparecida investiu R$ 9 milhões em fundos podres da quadrilha de Luciane Hoepers

Em conversa grampeada pela Polícia Federal, a “pastinha” Luciane Hoepers diz ao deputado estadual Samuel Belchior, presidente do PMDB de Goiás, que combinou com o seu colega, Daniel Vilela, também do PMDB, ser apresentada ao pai dele, Daniel, sendo o pai o atual prefeito de Aparecida, Maguito Vilela, outro membro do PMDB.

Luciane, entusiasmada, diz a Samuel Belchior: “Ele acha que vai dar negócio”.

“Ele”, no caso, é Daniel Vilela.

O blog 24 Horas pergunta: será que deu negócio?

O inquérito da Polícia Federal responde: o fundo de pensão da Prefeitura de Aparecida tirou R$ 9 milhões de bancos seguros, como o Banco do Brasil e a Caixa, e “investiu” nos fundos podres operados pela quadrilha de Luciane Hoepers – há riqueza de detalhes sobre como essa manobra foi realizada, inclusive com a falsificação de documentos onde, em vez do fundo podre, aparecia o nome do Bradesco.

Isso mesmo: o fundo de pensão de Aparecida de Goiás, na prestação de contas que deve ser obrigatoriamente encaminhado às autoridades previdenciárias, sobre os seus investimentos, escondeu o nome do fundo podre Adinvest e o substituiu fraudulentamente pelo do Bradesco Top Títulos Públicos – um fundo de primeira linha e não uma arapuca como o Adinvest.

A maracutaia, em detalhes, está descrita no inquérito da Polícia Federal, no curso da Operação Miqueias, que afirma categoricamente que essa “aplicação” foi feita a mando da quadrilha comandada pelo doleiro Fayed Traboulsi.

Pelo jeito, “deu negócio”.