Orelhas em pé, Samuel, Daniel e Leandro: Luciane avisa que teve 396 conversas grampeadas

Em declarações ao Fantástico, da Rede Globo, neste domingo, a “pastinha” Luciane Hoepers, que trabalhava para a quadrilha dos fundos municipais de pensão, disse que durante seu depoimento à Polícia Federal, em Brasília, foi informada de que teve 396 conversas telefônicas gravadas com autorização da Justiça.

No inquérito da Operação Miqueias, não aparecem nem 20 grampos de Luciane Hoepers. Isso significa que há um apenso (ou seja: um anexo) com as gravações telefônicas restantes, que ainda não foram divulgadas pela Polícia Federal.

O deputado Samuel Belchior, mesmo com os poucos grampos publicados até agora, já está suficientemente enrolado no escândalo. Seu colega Daniel Vilela, menos, mas nem tanto. Daniel foi fotografado por agentes da Polícia Federal no famoso almoço no restaurante Dom Francisco, em Brasília, em companhia de Luciane Hoepers, Samuel Belchior e Leandro Vilela. Além disso, Daniel é citado por Luciane em uma conversa, em que ela diz que ele, Daniel, ficou de apresentar seu pai, o prefeito de Aparecida, Maguito Vilela, a ela e que Daniel assegurou que “vai dar negócio”.

Dos três, Leandro Vilela é o de menor comprometimento, pelo menos até agora. Além do almoço em Brasília, há uma conversa onde se diz que Leandro “é que é o responsável pelos negócios em Aparecida”. Por enquanto, é só.

Mas ninguém sabe nem o conteúdo do depoimento de Luciane Hoepers nem o que ela disse e com quem falou nas 396 conversas gravadas pela Polícia Federal.

Barbas de molho… Samuel, Daniel e Leandro.