“Féretro” nas ruas de Goiânia: professores municipais levam o caixão de Paulo Garcia, acompanhado pela cruz da lápide do Sintego

Os professores municipais de Goiânia, em greve, desfilaram pelas ruas do Centro logo após a assembleia geral que decidiu pela continuidade do movimento, levando um caixão com imagens do prefeito Paulo Garcia (PT) e, logo atrás, uma cruz com os dizeres “aqui jaz o Sintego”.

Os educadores da Prefeitura de Goiânia resolveram permanecer no plenário da Câmara de Vereadores e manter a greve, depois de recusar a carta de intenções apresentada pelo prefeito Paulo Garcia. Eles querem uma proposta concreta, argumentando que anos e anos de administração do PT e do PMDB, na Prefeitura de Goiânia, reduziram a pó a qualidade da Educação e as condições de trabalho dos professores municipais.

É preciso admitir que a greve dos mestres municipais é diferente. Muito bem humorados e longe da influência pelega do Sintego, eles conduzem o movimento com eventos culturais no plenário ocupado da Câmara dos Vereadores e com uma liderança horizontalizada, que a cada dia conquista mais apoio da população de Goiânia.

Os professores mostram também um excelente senso estratégico. Eles percebem o desgaste do prefeito e a sua fragilização, ainda mais quando se aproxima o aniversário de Goiânia, quando os eventos comemorativos – caso a greve não tenha uma solução até lá – fatalmente serão contaminados pelo movimento e vão expor ainda mais Paulo Garcia.