Signates e Chaul: é o interior que decide a eleição, não a capital. E isso tanto é verdade que em 2010 foi assim que aconteceu

Matéria no Jornal Opção online levanta uma questão decisiva para as eleições de 2014 em Goiás: especialistas em pesquisas e marketing advertem que o resultado do pleito vem muito mais dos votos do interior que do eleitorado da de Goiânia.

Embora tenha grande ressonância na mídia, as intenções de voto na capital não se traduzem necessariamente nos números finais do pleito. Ouvido pelo Jornal Opção, o cientista político Luiz Signates lembra que “não é novidade que as eleições são decididas no interior. Essa força do interior vem se mantendo há vários anos e deve continuar em 2014”, afirma.

E de fato: em 2010, Marconi Perillo teve apenas 30% dos votos de Goiânia, mas se elegeu governador com as largas maiorias que conquistou em Anápolis, no entorno de Brasília e na região sul do Estado.

A última pesquisa Serpes, divulgada domingo passado pelo jornal O Popular, traz o mesmo indicativo. Marconi lidera em todos os cenários e simulações, mas não está na frente, em Goiânia, em nenhum deles.

O Jornal Opção publica também alguns posts do historiador Nars Chaul. No Twitter, ele afirma que, “diferente do que pensam, a capital não é o Estado todo em questão do eleitorado”.

“Quem sabe que Goiânia foi uma capital mais para o Sul e Sudoeste do que para todo o Estado entende o que estou falando: Goiânia não é Goiás”, diz Chaul, para concluir: “Nem tudo que brilha na capital reflete no interior e vice-versa”.