Editorial da rádio 730: “Pesquisa mostra que eleitor escolhe quem faz e Marconi fez 4 vezes mais que Iris”

Leia o editorial da rádio 730:

 

Pesquisa mostra que eleitor escolhe quem faz e Marconi fez quatro vezes mais que Iris

O eleitor não vacila quando lhe perguntam em quem deseja votar para governador. Sua preferência recai sobre os que mais fizeram por ele e sua família. Ao contrário do que alguns analisam, o goiano não escolhe os mais conhecidos, mas os realizadores. Por isso, Marconi Perillo e Iris Rezende lideram a pesquisa Serpes publicada neste feriadão. A diferença enorme favorável a Marconi, que tem quatro vezes mais votos que Iris, reflete o número de obras de ambos. Marconi fez quatro vezes mais que Iris em quantidade e outras tantas em qualidade.

Não se trata de opinião, mas de matemática. O entrevistador do Serpes colheu nas ruas o que já se previa após o avassalador ritmo de construções. Até uma obra raríssima, a abertura de estradas, apareceu no Entorno do Distrito Federal. Os governos pavimentam e reconstroem, mas dificilmente abrem estradas. Marconi está abrindo duas rodovias ligando Luziânia ao Plano Piloto, em Brasília, e à BR 060, próximo a Alexânia, em Goiás. Elas serão duplicadas e iluminadas. É uma nova modalidade de realização, a obra gigantesca, como a reconstrução do Autódromo Internacional, a construção do Hospital de Urgências da Região Noroeste de Goiânia e a duplicação de rodovias. Como não há parâmetros, o eleitor não tem como comparar as obras de Marconi com as de nenhum outro governador. Na dúvida, opta por quem está fazendo a grandiosa diferença.

A pesquisa Serpes também afunda os adversários de Iris na oposição e, sobretudo, no PMDB. Os dados mostram que Júnior Friboi é o candidato apenas de si mesmo e do vice-presidente da República, Michel Temer. Caso o PMDB seja obrigado a lançar Friboi e o PT o acompanhe, Marconi não terá adversário à altura. Sobrariam Ronaldo Caiado e Vanderlan Cardoso, que não têm grupo, estão isolados e, se tiverem juízo, vão acabar desistindo. Caiado e Vanderlan sobem, mas não chegam a incomodar. A tendência de quem foge da polarização é fugir também do eleitor.

Caiado e Iris estão melhores para o Senado e poderiam se juntar numa chapa competitiva. Se Iris convencer Caiado a ser candidato a senador em sua nova tentativa de voltar ao governo, seria difícil Marconi eleger Vilmar Rocha. Iris sabe que, atraindo Caiado, estará afastando o PT, mas o velho cacique é experiente o bastante para reconhecer que ninguém segura os petistas. Em 2010, o PT estava na chapa de Iris, mas não fez campanha e a derrota foi inevitável. Em 2014, mesmo se Temer e a presidente Dilma Rousseff impuserem Friboi, PT e PMDB continuarão desunidos. E a derrota, novamente, será o resultado das brigas.

Quem nada tem a ver com as encrencas intestinais das oposições é o governador Marconi Perillo, que reduziu a reprovação e aumentou os índices de ótimo e bom. Ou seja, tem menos gente considerando seu mandato ruim e péssimo e mais goianos aprovando sua administração. Isso não é obra do acaso nem de propaganda. Se apenas anúncios publicitários resolvessem alguma coisa, Júnior Friboi teria 110% de preferência para governador. Nos últimos meses, o Friboi investe milhões em espaços comerciais nos horários mais nobres das redes nacionais de televisão e nas páginas das principais revistas. A intenção dos marqueteiros é o eleitor achar que aquele rosto famoso que estrela os anúncios do Friboi é o mesmo pré-candidato ao governo. Tentou-se a simbiose entre Tony Ramos e Júnior Friboi, mas não deu certo. O eleitor continuou querendo para governador os campeões de obras, não o rei da picanha.

A pesquisa Serpes, veiculada no jornal diário O Popular, foi ótima para Marconi e o governo. Os índices podem ser resumidos em duas palavras: trabalhar compensa. Marconi trabalhou e está liderando. A oposição, em vez de mostrar sua capacidade de realizar, apresenta sua capacidade de se indispor. Marconi mostrou cérebro, coração e braço forte a serviço das obras. As oposições mostraram nervos à flor da pele e fígado expelindo bílis. O resultado é o que se vê na pesquisa. E, provavelmente, o que se verá nas urnas.