Não é só a oposição que não tem propostas. A imprensa também não se preocupa com projetos para Goiás

A carência crônica de ideias, na oposição, para o futuro do Estado de Goiás é um fenômeno que pode ser comprovado diariamente com a simples leitura do noticiário político – onde também é fácil constatar que a imprensa estadual também não se interessa por esse assunto, tanto que em qualquer entrevista publicada com políticos goianos jamais foi feita pergunta alguma sobre projetos para Goiás.

No plano nacional, é bem diferente. Os pré-candidatos a presidente da República não apenas são cobrados a todo instante sobre as suas ideias para o Brasil, como eles próprios se desdobram para mostrar suas propostas. Aécio Neves, o pré-candidato do PSDB, por exemplo, está lançando uma Agenda do Futuro, que resume o seu pensamento e as propostas, suas e do seu partido, para o país, caso ele venha a ser eleito presidente da República.

Em Goiás, isso não existe. A vantagem, claro, é do governador Marconi Perillo, que está no Governo e, portanto, é o único que bem ou mal tem um projeto para apresentar à população, que é o da continuidade da sua gestão e do modo como ela encara os desafios colocados para o futuro do Estado.

Mas, fora Marconi (opa………), não há ideias disponíveis. Tome-se, por exemplo, Iris Rezende e Júnior Friboi, pelo PMDB, Vanderlan Cardoso pela tal terceira via ou nomes como Antonio Gomide (PT) ou Ronaldo Caiado (DEM). Nenhum deles foi capaz de formular, até hoje, uma simples, uma reles, uma idéia banal que seja, para o futuro de Goiás.

O problema é que a imprensa é condescedente com essa situação. Nossos jornalistas não questionam os pré-candidatos sobre suas ideias e projetos. Há poucos dias, Vanderlan Cardoso disse que tem uma equipe de “técnicos com formação científica e acadêmica” elaborando um ‘plano de metas” para Goiás e ficou por isso mesmo.

Ninguém perguntou que técnicos são esses e que ideias estão discutindo (o blog 24 Horas publicou nota afirmando que era chute de Vanderlan e que esses equipe de “técnicos com formação científica e acadêmica” simplesmente não existe).

Para os jornalistas políticos goianos, para se habilitar a uma candidatura a governador de Goiás basta querer.

Não é preciso pensar.